Droga Raia é condenada a pagar R$ 4 milhões por casos de assédio moral, sexual e materno; entenda
Droga Raia Divulgação/Droga Raia A Droga Raia foi condenada a pagar R$ 4 milhões por dano moral coletivo após a Justiça do Trabalho reconhecer a ocorrência de casos de assédio moral, sexual e materno, além de práticas discriminatórias em unidades da rede.
A decisão é do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ), que acolheu, por unanimidade, recurso do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O processo reúne relatos de trabalhadores que afirmaram ter sido vítimas de diferentes formas de violência e discriminação no ambiente profissional.
Entre os casos analisados, estão episódios envolvendo assédio sexual, comentários relacionados à gravidez, homofobia e gordofobia.
Em nota enviada ao g1, a Raia afirmou que entende que a decisão não considerou integralmente as provas apresentadas pela empresa e suas políticas internas, que, segundo a companhia, contribuíram para a improcedência da ação em primeira instância. (veja nota completa abaixo) A empresa informou que vai recorrer da decisão.
Segundo a Raia, a empresa seguirá aprimorando suas práticas de gestão de pessoas, saúde e segurança.
Agora no g1 De acordo com os relatos apresentados no processo pelo MPT, uma trabalhadora afirmou ter sido vítima de assédio sexual por um superior hierárquico, que teria deslizado as mãos em direção ao seio dela.
Em outro caso, uma gerente teria dito a uma funcionária grávida que ela deveria “comprar todos os anticoncepcionais e fazer um estoque de camisinhas para parar de engravidar”.
O processo também analisou o caso de um empregado que relatou ter sido vítima de homofobia.
Segundo o relato apresentado à Justiça, ele teria ouvido de um superior: “se o seu pai não te ensinou a virar homem, eu vou te ensinar”.
Uma vigilante, por sua vez, relatou ter sido chamada de gorda e ouvido que não poderia exercer a função por causa do peso.
Segundo o Ministério Público do Trabalho, os episódios de violência e discriminação apresentaram recorte de gênero, com mulheres entre as principais vítimas.
O valor de R$ 4 milhões será acrescido de juros e correção monetária.
A indenização deverá ser destinada ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ou a projetos indicados pelo MPT.
Medidas contra riscos psicossociais Além da indenização, a decisão determinou que a Droga Raia adote medidas para combater assédio e discriminação em todas as filiais da rede.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Rio de Janeiro.