Júri não alcança unanimidade em caso de enfermeira que matou filhos nos EUA
Os jurados do julgamento de Lindsay Clancy, enfermeira acusada de matar os três filhos nos EUA, em janeiro de 2023, informaram hoje ao juiz que não conseguiram chegar a uma decisão unânime sobre a condenação dela.
O impasse foi comunicado na manhã, no quarto dia de deliberações do caso em Massachusetts, informou a NBC News. O juiz William Sullivan determinou que os jurados voltassem à sala para continuar a análise das provas e das instruções dadas ao longo do processo.
Clancy é acusada de matar os três filhos, Cora, 5, Dawnson, 3, e Callan, 8 meses, estrangulados. A defesa sustenta que ela vivia um quadro de psicose pós-parto, distúrbio psiquiátrico que uma mulher pode ter depois de dar à luz cujos sintomas podem ser alucinação e sentimento de desconexão como bebê, por exemplo. Para a Promotoria, no entanto, ela matou os filhos intencionalmente e deve ser responsabilizada por isso.
Apesar do impasse, o juiz instruiu os jurados a prosseguirem até que consigam encontrar um veredicto final. Sullivan citou a duração (mais de dois meses) e o volume do julgamento ao pedir que o grupo retomasse a discussão. "Eu sei que este foi um julgamento longo. Eu sei que houve mais de 80 testemunhas, mais de 300 provas. Mas, por causa disso, vou pedir que vocês voltem, tendo em mente todas as instruções que eu dei. Voltem e continuem as deliberações neste momento", disse o juiz na audiência.
O caso ganhou repercussão nacional nos EUA e alimentou debates sobre saúde mental pós-parto e lacunas no atendimento materno. A NBC News relata que apoiadores de Clancy, muitas vezes vestidos de rosa, se reuniram do lado de fora do tribunal em Plymouth e acompanharam as sessões na galeria.
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