Uefa, Concacaf e AFC desafiam Infantino e cobram mudanças na Fifa
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, voltou a ser alvo de fortes críticas nesta segunda-feira (10), em um novo capítulo da crise que divide o futebol mundial. As confederações de futebol da Europa, da América do Norte e Central e da Ásia divulgaram uma carta conjunta na qual afirmam que o futebol “não pertence a nenhum indivíduo” e cobram mudanças na forma como a entidade é conduzida.
“Quando a confiança é rompida por meio do engano, quando um indivíduo se coloca acima do coletivo que lhe confiou autoridade, este dever é abandonado”, afirmam as três confederações, em uma “carta aberta à família do futebol”.
O movimento ocorre duas semanas depois do início da crise provocada pelo projeto, posteriormente abandonado, de criar uma estrutura comercial para receber investimentos privados . A proposta foi elaborada sem consulta às confederações e às associações-membro e provocou forte reação, especialmente na Europa.
A questão agora é saber se Infantino será pressionado a enfrentar um voto de confiança antes da eleição presidencial da Fifa, marcada para 18 de março de 2027, em Rabat, no Marrocos. Até poucas semanas atrás, o suíço-italiano parecia caminhar para uma reeleição tranquila, depois de um Mundial de 2026 que deverá gerar receitas recordes para a entidade.
As confederações europeia (UEFA), da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) e asiática (AFC) afirmam que não foram convencidas pelas explicações apresentadas pela Fifa na semana passada. Em uma carta enviada às 211 associações-membro, a entidade máxima do futebol reconheceu “erros” na elaboração do projeto de abertura a investidores privados e pediu desculpas pela maneira como o processo foi conduzido.
Para as três confederações, porém, o problema não foi apenas de procedimento. Segundo elas, a carta da Fifa não reconhece que a própria proposta era equivocada. A Uefa, Concacaf e AFC consideram que os planos de Infantino representaram “uma grave falha de julgamento” e uma “ruptura fundamental de confiança” com as instituições que a Fifa deveria representar.
As confederações também questionaram a reunião de emergência realizada na semana passada em Rabat.
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