Escondida no quarto, Rita Lee deu empurrão para Rebeca subir ao palco
Antes dos palcos, havia um quarto nos fundos de casa.
Era ali, longe dos ouvidos da família, que Rebeca Felix, 21 anos, passava horas escutando música e aprendendo a cantar sozinha.
O talento ficou escondido durante anos.
Enquanto crescia, entrou no curso de Física da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e tentou conciliar cálculos, provas e ensaios.
Até que, às vésperas de uma avaliação, percebeu que estudava tanto que já não tinha tempo para aquilo que mais gostava.
Trancou a graduação, prestou vestibular para Música e trocou as fórmulas pelos palcos.
A coragem para a virada veio de uma velha companheira dos fones de ouvido: Rita Lee.
A música, porém, apareceu bem antes da ideia do tributo.
Rebeca aprendeu a cantar sozinha ainda criança, escondida em um cômodo nos fundos de casa, onde passava horas ouvindo canções e tentando reproduzi-las.
O gosto pelo rock das décadas de 1970 e 1980 também veio da convivência com os pais.
“Eu ficava lá isolada, escutando música e tentando aprender a cantar sozinha.
Sempre gostei de música antiga, dos anos 70 e 80, e sempre gostei de rock porque meus pais escutavam bastante”.
Mesmo sabendo cantar, colocar a voz diante de outras pessoas era outra história.
Quando decidiu que queria montar um tributo a Rita Lee, Rebeca procurou aulas de canto com Magali Medeiros e começou a conhecer músicos da cidade.
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