China e Jordânia unem forças pela Palestina; Xi propõe quatro princípios para uma solução política em meio ao genocídio de Israel em Gaza
O Notícias da China é um boletim semanal que oferece análises de desenvolvimentos importantes na China e sobre a China, a partir de uma perspectiva do Sul Global. Produzido por uma equipe editorial internacional, a publicação visa apoiar os leitores a compreender a China além das narrativas dominantes da mídia ocidental.
O Notícias da China é publicado aos sábados, em inglês e português, conjuntamente pelo Tricontinental: Instituto de Pesquisa Social, pelo Fórum Acadêmico do Sul Global (GSAF) e pelo Brasil de Fato (BdF).
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Nesta semana, a China projetou influência no Sul Global pela diplomacia e pela ciência, com os quatro princípios de Xi por uma solução política na Palestina, o consenso de oito pontos com a Índia e a primeira escavação arqueológica chinesa na América do Sul.
Durante a visita de Estado do rei Abdullah II da Jordânia à China, de 18 a 24 de agosto, Pequim e Amã reafirmaram o apoio a um Estado palestino independente. O presidente Xi Jinping propôs quatro princípios para avançar rumo a uma solução política: buscar a solução de dois Estados, sustentar que “os palestinos governem a Palestina”, proteger a população civil e garantir a ajuda humanitária, e defender o direito internacional e a justiça. Uma declaração conjunta classificou a solução de dois Estados como “o único caminho” para alcançar uma paz justa e duradoura, com apoio a um Estado palestino nas fronteiras de 1967, tendo Jerusalém Oriental como capital e com plena condição de membro da ONU. China e Jordânia também reafirmaram sua parceria estratégica e ampliaram a cooperação em comércio, economia digital, inteligência artificial, energia verde, educação, tecnologia, cultura e turismo.
China e Índia chegaram a um consenso de oito pontos durante a 25ª rodada de conversas entre representantes especiais, realizada em Pequim em 25 de agosto. Esta foi a terceira rodada desde o entendimento de outubro de 2024 que distensionou o impasse em Ladakh. Wang Yi e o assessor de Segurança Nacional da Índia, Ajit Doval, reafirmaram o compromisso de manter a paz e de buscar uma solução justa, razoável e mutuamente aceitável com base no acordo de 2005. Dois grupos de trabalho vão concluir seus termos de referência antes de buscar uma “colheita antecipada e substancial” na demarcação da fronteira e na gestão da região fronteiriça. As partes concordaram em aprimorar o entendimento sobre a Linha de Controle Efetivo, criar dois novos pontos de encontro militar e duas linhas diretas, reabrir três mercados de comércio fronteiriço e ampliar a cooperação sobre rios transfronteiriços. A próxima rodada ocorrerá na Índia, em 2027.
Analisado em 25 de agosto pelo Comitê Permanente do Congresso Nacional do Povo, o texto tem seis capítulos e 47 artigos, que definem princípios, alcance, mecanismos operacionais e responsabilidades institucionais. Huo Zhengxin, da Universidade de Ciência Política e Direito da China, que participou da redação, afirmou que a proposta prevê extradição, assistência jurídica mútua e repatriação em conformidade com a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção (UNCAC).
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