Justiça Eleitoral determina que PF investigue Ana Elisa, mais jovem deputada eleita em MG, após denúncia de Flávio Bolsonaro
Ana Elisa desativa X após novos ataques: 'Recebo ameaça de morte a cada 2 minutos' A Justiça Eleitoral de Divinópolis determinou que a Polícia Federal instaure um inquérito para investigar Ana Elisa Santos Silva (PT), deputada federal mais jovem eleita por Minas Gerais, por suspeita de divulgação de informações falsas durante a campanha eleitoral de 2026.
A decisão foi publicada na quarta-feira (14).
A denúncia foi apresentada pelo candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) que questiona publicações feitas por Ana Elisa na rede social X sobre uma suposta tentativa de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp O g1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da deputada eleita nesta quinta-feira (15) para solicitar um posicionamento sobre a decisão, mas não teve retorno até a última atualização da reportagem.
Além de determinar a investigação, o juiz eleitoral Orlando Israel de Souza, de Divinópolis, ordenou que a plataforma X preserve os registros digitais das publicações questionadas, feitas entre 24 de setembro e 8 de outubro de 2026.
O magistrado, porém, rejeitou o pedido para proibir novas publicações políticas da investigada.
A abertura do inquérito não significa que houve crime, mas que os fatos deverão ser apurados.
Notícia-crime Segundo a notícia-crime apresentada por Flávio Bolsonaro, Ana Elisa publicou, em 24 de setembro, uma mensagem na rede social afirmando que apoiadores do candidato tentavam retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
Na publicação, ela questionou quem queria fechar igrejas e criticou o grupo político do candidato à Presidência.
De acordo com a denúncia, a postagem alcançou mais de 20,8 mil visualizações e foi compartilhada mais de 600 vezes.
O documento também menciona decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que consideraram sem fundamento a alegação de que Flávio Bolsonaro ou sua família pretendiam mudar o título de Nossa Senhora Aparecida.
Segundo a denúncia, mesmo após a correção, Ana Elisa voltou a abordar o assunto nas redes sociais no dia seguinte.
Ministério Público Eleitoral Após receber a denúncia, o Ministério Público Eleitoral entendeu que havia elementos suficientes para justificar a abertura de uma investigação.
O órgão solicitou a instauração de inquérito para reunir provas complementares, especialmente informações da plataforma X sobre as publicações questionadas.
O Ministério Público também se manifestou favoravelmente à preservação dos registros digitais, mas considerou inadequado o pedido para proibir a investigada de publicar, compartilhar ou divulgar conteúdos relacionados à eleição presidencial e aos candidatos que envolvessem notícias falsas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.