Análise: Mobilizações e “bondades” ajudam Lula e acirram segundo turno
Estamos chegando na reta final da campanha presidencial.
No primeiro turno, a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Lula (PT) foi uma surpresa importante, apesar de pequena (1,87% dos votos válidos).
Leia Mais Análise: Lula vai virar ou Flávio vai se distanciar? Datafolha: 96% dos eleitores pretendem votar no 2º turno; 1% diz que não Vorcaro pede ao STF que investigue vazamento de dados de seu celular Os institutos de pesquisas mostraram, logo depois do primeiro turno, uma vantagem de até cinco pontos percentuais de Flávio sobre Lula.
Mas essa distância está encurtando com os últimos movimentos que o presidente vem fazendo .
Com a ajuda do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), o governo conseguiu avançar na PEC da Segurança Pública e concluir a aprovação do fim da escala 6×1 .
Além disso, o presidente Lula também anunciou, e o Congresso Nacional aprovou, um projeto voltado para o microempreendedor individual – os MEIs .
O presidente Lula também está prometendo tarifa zero para os trabalhadores aos finais de semana a partir de 2027 .
E antes, já havia anunciado o reajuste do Bolsa Família .
É um conjunto de medidas com impacto fiscal relevante, mas que aparentemente está causando algumas mexidas nas pesquisas de intenção de voto.
Chegamos nessa semana final ainda com um leve favoritismo de Flávio, mas também percebendo, ao analisar os dados das pesquisas, um movimento de crescimento em direção ao presidente Lula.
Lula está crescendo muito por causa de votos vindos dos que foram de “branco” e nulo e eleitores que não compareceram no primeiro turno.
Mas temos que ver se efetivamente esse contingente vai votar.
Historicamente, a diferença que acontece de abstenção entre o primeiro e o segundo turno é de o índice aumentar.
E vale considerar que nesse ano, especialmente, a gente já teve a eleição decidida em 21 estados, o que aumenta também o desinteresse por parte do eleitor de comparecer às urnas.
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