Nova reserva marinha de 3 mil hectares é criada entre Barra de Guaratiba e Recreio; o que muda
Ilhas das Palmas e das Peças ficam perto da costa, perto do Pontal, da Prainha e de Grumari Junior Alves/TV Globo O governo do estado do Rio de Janeiro criou a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Marinha Urupirá, uma unidade de conservação com aproximadamente 3 mil hectares entre Barra de Guaratiba e o Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio.
O decreto foi publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (16).
A área fica entre a Ilhota do Frade, em Barra de Guaratiba, e a Pedra do Pontal, no Recreio dos Bandeirantes, e inclui ilhas, costões rochosos e áreas submersas.
Nova reserva marinha de 3 mil hectares é criada entre Barra de Guaratiba e Recreio Arte g1 A unidade será administrada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e tem como objetivo conciliar a preservação dos ecossistemas marinhos com a manutenção das atividades tradicionais das comunidades que utilizam a região, especialmente a pesca artesanal.
Na prática, a criação da reserva estabelece diretrizes para a conservação ambiental e o uso dos recursos naturais.
As regras específicas para cada trecho da área, no entanto, ainda serão definidas pelo plano de manejo.
O g1 procurou o Inea para entender se há um cronograma a ser seguido e a partir de quando essas regras serão estabelecidas.
Veja uma reportagem de 2024 que mostra as belezas da vida marinha em partes da região da nova reserva: Projeto Ilhas do Rio pesquisa a vida marinha das ilhas de Grumari O que muda com a criação da reserva? Pesca e uso dos recursos naturais O decreto prevê medidas para combater a pesca ilegal e outras infrações ambientais, além do monitoramento da atividade pesqueira e dos estoques de peixes.
A unidade também deverá contribuir para a conservação e a recuperação dos estoques pesqueiros e proteger locais importantes para a alimentação, a reprodução, o crescimento e o abrigo de espécies marinhas.
O texto não determina uma proibição geral da pesca artesanal.
Pelo contrário, estabelece como um dos objetivos valorizar essa atividade e preservar os conhecimentos tradicionais das comunidades pesqueiras.
O Inea, porém, poderá proibir práticas extrativistas e outras atividades consideradas incompatíveis com os objetivos da unidade de conservação. ✅ Siga o canal de notícias do g1 Rio no WhatsApp Pescadores poderão participar da gestão Pôr do sol por trás da Ilha das Peças, na Zona Oeste do Rio Junior Alves/TV Globo A reserva prevê a participação de pescadores artesanais e de outras populações tradicionais que utilizam historicamente os recursos naturais da região para seu sustento.
O decreto estabelece que essas comunidades poderão ser cadastradas como beneficiárias da unidade.
O reconhecimento deverá considerar, entre outros critérios, a relação histórica, cultural, social e econômica com a área marinha.
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