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Política

O animal que consegue produzir uma substância pegajosa para escapar de predadores e transformar a água ao redor em uma nuvem defensiva

O Antagonista ·
O animal que consegue produzir uma substância pegajosa para escapar de predadores e transformar a água ao redor em uma nuvem defensiva

Muco e fibras proteicas se expandem rapidamente na água e podem obstruir as brânquias de predadores

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR À primeira vista, o peixe-bruxa parece pouco equipado para enfrentar grandes predadores marinhos. Esse peixe sem mandíbulas, pertencente à família Myxinidae, compensa a ausência de dentes verdadeiros, espinhos ou velocidade elevada com uma defesa incomum: ao ser atacado, libera secreções que, misturadas à água do mar, formam quase instantaneamente uma enorme massa de muco e fibras capaz de atrapalhar a respiração do agressor.

Ao longo das laterais do corpo existem numerosas glândulas especializadas. Quando o animal é ameaçado, elas liberam na água um exsudato concentrado contendo vesículas de mucina e estruturas microscópicas chamadas novelos de fios. Essa pequena quantidade de material não corresponde ao volume final da defesa.

Em contato com a água do mar, as vesículas incham e liberam mucinas, enquanto os novelos se desenrolam em fibras proteicas extremamente longas. O conjunto aprisiona grande quantidade de água e forma uma rede gelatinosa altamente diluída. Experimentos mostram que o processo pode acontecer em frações de segundo, justamente quando um predador tenta morder ou sugar o peixe.

A defesa funciona especialmente bem contra animais que respiram fazendo água passar pelas brânquias. Se o predador tenta engolir o peixe, o material liberado entra junto com o fluxo de água e pode se espalhar sobre as estruturas respiratórias, aumentando fortemente a resistência à passagem da água.

A mistura não é apenas um muco espesso. As fibras formam uma rede coesa enquanto as mucinas influenciam o comportamento do fluido. Estudos de laboratório mostram que essa combinação apresenta propriedades adequadas para obstruir brânquias, levando o atacante a interromper rapidamente a tentativa de captura e afastar-se.

Este vídeo explica como o muco defensivo é produzido e por que ele se expande de maneira tão impressionante.

Produzir tanta gosma cria um problema evidente: o próprio animal também poderia ter sua respiração prejudicada. Para escapar, o peixe-bruxa consegue dar um nó no próprio corpo e deslizar esse nó ao longo da pele, raspando fisicamente o excesso de muco que ficou aderido.

As propriedades do material parecem favorecer esse processo. Sob certos tipos de força, a rede gelatinosa perde estrutura e fica mais fácil de remover. Assim, o mesmo sistema que oferece grande resistência ao fluxo nas brânquias de um predador pode ser desfeito mecanicamente pelo animal que o produziu.

Não exatamente. Embora possa parecer pegajosa, a defesa é melhor descrita como uma rede extremamente hidratada de mucinas e fibras proteicas. Mais de 99% de sua composição final é água, e seu funcionamento depende da arquitetura dessa rede, não apenas de uma substância adesiva concentrada.

O Monterey Bay Aquarium explica como o peixe-bruxa libera uma matriz de açúcar e proteína que se transforma em muco ao encontrar a água do mar .

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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