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Ser amigo de ACM Neto e Vorcaro não torna Flavio Bolsonaro soteropolitano

UOL Notícias ·
Ser amigo de ACM Neto e Vorcaro não torna Flavio Bolsonaro soteropolitano

A Justiça da Bahia precisou agir rápido para evitar mais uma ilegalidade no processo eleitoral deste ano. Estava tudo armado para que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) recebesse, neste sábado (17), o título de cidadão de Salvador pela Câmara dos Vereadores da cidade.

Com clara intenção eleitoreira, o ato seria no Farol da Barra, um dos cartões postais mais conhecidos da capital baiana. Seria uma tentativa de aproximar o candidato do eleitorado da Bahia, que deu a Lula, no primeiro turno, uma vitória alargada de mais de 3,2 milhões de votos de diferença do opositor (66% a 28,53%). A expectativa é que esse número cresça neste segundo turno e a votação do petista ultrapasse 70% do eleitorado baiano.

Por outro lado, ACM Neto, candidato derrotado ao governo da Bahia, subiu no palanque de Flávio Bolsonaro, junto com o atual prefeito de Salvador, Bruno Reis, ambos do União Brasil, prometendo empenho para um melhor desempenho do presidenciável do PL no estado. Uma reportagem publicada nesta sexta-feira, 16, pelo portal BNews traz denúncias de funcionários terceirizados da Prefeitura de Salvador que estariam sendo coagidos a marcar presença no ato de Flávio Bolsonaro.

A matéria lembra que nas vésperas do primeiro turno, o TRE da Bahia já havia proibido a liberação de servidores antes do fim do expediente para participação em atos políticos e determinado que a prefeitura de Salvador publicasse nota informando que os funcionários não eram obrigados a comparecer.

Integrantes da bancada de oposição da Câmara Municipal de Salvador, que votaram contra a concessão do título, enviaram documento à Mesa Diretora da casa legislativa, que propôs a comenda, citando mensagens de protesto à homenagem registradas nos canais da Ouvidoria da Câmara, relacionadas às suspeitas envolvendo Flávio Bolsonaro.

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Um abaixo-assinado na plataforma digital Change.org reuniu, até a noite dessa sexta-feira, 16, mais de 215 mil assinaturas pedindo a revogação do título, por considerar que Flávio Bolsonaro não representa o povo de Salvador.

"Flávio Bolsonaro é uma figura que gera grande controvérsia, com uma série de alegações relacionadas a corrupção, desvio de recursos públicos e apoio a políticas que muitos de nós, soteropolitanos, rejeitamos", diz trecho que justifica o abaixo-assinado.

Felizmente, a juíza Carla Graziela Costantino de Araújo, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, concedeu liminar e suspendeu a solenidade de entrega. O título, aprovado pelo plenário do legislativo municipal, não foi anulado e a cerimônia poderá ocorrer após as eleições.

A juíza atendeu a um pedido formulado em ação popular que contestou a resolução da Câmara.

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