Vírus do Nilo Ocidental: da Grécia Antiga aos casos recentes no Brasil
Em suas andanças devastadoras, Alexandre, o Grande, deve ter visto muita coisa estranha.
Mas um ato de destaque deve ter sido o monte de corvos que caiu perto dele quando ele se aproximava da Babilônia.
Talvez ele tenha achado isso um mau presságio.
E foi mesmo, pois morreu em poucas semanas.
Muito se especula sobre a causa de sua morte, mas, pelos sintomas e pela mortalidade daquelas aves, há a suspeita de que ele tenha sido acometido pela febre do Nilo Ocidental , que, 2.300 anos depois, voltou a ser notícia no Brasil pelos casos recentes.
O Rio Nilo é o curso d’água mais longo da África e um dos maiores do planeta, estendendo-se por mais de 6,6 mil quilômetros desde suas nascentes em Uganda até sua foz no Egito.
Uganda é um país da África Oriental onde o saneamento básico é um dos problemas estruturais mais graves, como aqui no Brasil.
Lá, em 1937, do lado oeste do Nilo, a doença foi detectado pela primeira vez, em uma pessoa cujos sintomas incluíam febre.
Daí, o nome pegou: Febre do Oeste do Nilo (ou do Nilo Ocidental), embora hoje já não se considere muito legal dar nome de lugares a doenças.
Continua após a publicidade Disseminação global A doença espalhou-se pelo mundo através de rotas migratórias aviárias , registrando surtos significativos na Europa, Oriente Médio e, a partir de 1999, nas Américas.
Humanos, cavalos e outros mamíferos são considerados hospedeiros “sem saída”, sendo infectados prioritariamente pela picada do mosquito vetor , sem capacidade de manter a transmissão contínua do vírus.
Aves, entretanto, são extremamente sensíveis (como notou Alexandre) e são reservatórios importantíssimos do vírus.
Continua após a publicidade +Leia também: Nem heróis nem vilões: sobre mosquitos, vírus e homens Como o vírus age no organismo O vírus da Febre do Nilo Ocidental é um primo próximo do vírus da febre amarela .
O envelope, com um só tipo de proteína brotando dele, guarda o RNA viral.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.