Flávio Bolsonaro e as milícias, o que se sabe sobre os vínculos do candidato com investigados
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que quer distância de milicianos ao rejeitar um convite de Flávio Bolsonaro (PL) para se aproximar durante o debate da Band, neste domingo (18).
A declaração provocou uma troca de ataques entre os candidatos e trouxe novamente à discussão as relações políticas do senador com personagens que foram investigados por envolvimento em organizações criminosas no Rio de Janeiro.
O confronto começou quando Flávio pediu que Lula permanecesse ao seu lado para conversar.
O presidente recusou.
“Não quero ficar perto de você.
Família Bolsonaro, quero distância.
Quero distância de miliciano” , afirmou Lula.
Flávio reagiu com uma provocação, sugerindo que poderia ter a carteira roubada caso o presidente se aproximasse.
A referência de Lula às milícias remete a episódios da trajetória parlamentar de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), onde exerceu quatro mandatos antes de chegar ao Senado.
Homenagens a policiais investigados Entre os casos mais conhecidos está a relação com Adriano da Nóbrega , ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), posteriormente apontado pelo Ministério Público como integrante de uma milícia e chefe do chamado Escritório do Crime , grupo associado a assassinatos por encomenda.
Flávio homenageou Adriano em 2003 e, dois anos depois, apresentou a proposta que lhe concedeu a Medalha Tiradentes , principal honraria da Alerj.
O ex-policial estava preso quando recebeu a homenagem.
A ligação também passou pelo gabinete parlamentar.
Raimunda Magalhães , mãe de Adriano, e Danielle Mendonça da Costa , sua então esposa, trabalharam como assessoras de Flávio durante anos.
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