Cerrado: desmatamento em Mato Grosso do Sul cai 23,3% em um ano
O desmatamento no Cerrado de Mato Grosso do Sul caiu 23,3% entre agosto de 2025 e julho de 2026.
A área de vegetação nativa suprimida passou de 272,53 km² para 208,93 km², redução de 63,6 km² em um ano, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (16) pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Os números fazem parte do Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento por Satélite), que acompanha a perda de vegetação nativa nos biomas brasileiros.
No mesmo período, o Cerrado registrou a menor área desmatada desde o início da série histórica, em 2001.
Em Mato Grosso do Sul, a redução ficou próxima da média nacional do bioma, de 23,8%.
O Estado respondeu por aproximadamente 3,8% de toda a área desmatada no Cerrado brasileiro no período.
Apesar da queda, os 208,93 km² de vegetação perdida em MS equivalem a cerca de 20,9 mil hectares.
O levantamento considera a supressão de vegetação nativa, incluindo formações florestais, savânicas e campestres.
Queda nacional - Em todo o Cerrado, o desmatamento passou de 7.235,27 km², no ciclo anterior, para 5.516,69 km² entre agosto de 2025 e julho de 2026.
A redução foi de 23,8%, levando o indicador ao menor patamar da série histórica.
O Maranhão concentrou a maior área desmatada, com 1.718,59 km², seguido por Tocantins, com 1.263,06 km², e Piauí, com 625,24 km².
Os três estados, junto com a Bahia, integram a região conhecida como Matopiba, que respondeu por 74,3% do desmatamento registrado no Cerrado.
Entre os estados do Centro-Oeste, Mato Grosso registrou 454,52 km² de vegetação suprimida, praticamente o mesmo volume do período anterior, com redução de 0,2%.
Goiás teve queda de 8,9%, passando de 230,97 km² para 210,37 km².
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