Uiramutã completa 31 anos; veja o que mudou
Sede do Uiramutã, que completa hoje 31 anos de emancipação (Foto: Jardeson Pinho) Uiramutã completa neste sábado, 17, 31 anos de emancipação.
Situado na terra indígena Raposa Serra do Sol, no Norte de Roraima, o município é o mais indígena do Brasil e tem hoje uma população estimada em 14 mil habitantes.
Desses, mais de 96% se autodeclararam indígena, no último censo realizado em 2022, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Situado a mais de 300 quilômetros de Boa Vista pela rodovia estadual 171 e BR-174, Uiramutã apresenta uma economia baseada na administração pública com a transferências de renda e programas sociais (como o Bolsa Família), o que representa mais de 85% do PIB do município, sendo a prefeitura e os serviços públicos os maiores empregadores e fontes de recursos formais.
Nas mais de 120 comunidades indígenas situadas no município, a economia é de subsistência, marcada pela agricultura familiar indígena e pela produção artesanal.
Antes da emancipação, Uiramutã era um distrito de Normandia, mas em 1995 os moradores participaram de um plebiscito e aprovaram a ideia da criação do município.
Nascido e criado na região, o macuxi José Novais Pereira da Silva, de 63 anos, relembrou parte da história e deu detalhes das mudanças significativas que aconteceram a partir da transição.
Segundo José Novais, pouco mais de 20 famílias moravam na sede antes da emancipação.
Ele contou que a localidade era gerenciada por um administrador apontado por Normandia.
“A sede ainda fazia parte da comunidade indígena Uiramutã.
A estrada era precária e nesta área do centro só haviam dois, três pontos comerciais e campos de futebol.
O comércio começou a ganhar força depois da criação do município”, lembrou.
Seu Zé, como também é conhecido, trabalhou com o primeiro prefeito do Uiramutã, Venceslau Braz.
Ele recordou ainda que seu pai, José Júlio Pereira, mais conhecido como seu “Maçaranduba”, foi o tuxaua da sede antes da emancipação.
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