Empresa ligada a ex-secretário de Nunes recebeu R$ 101 milhões da Prefeitura de SP; TCM vê indícios de fraude, favorecimento e sobrepreço
Ex-secretário-adjunto de Turismo da capital, Rodolfo Marinho é apontado como sócio oculto da MM Quarter; entre outros serviços, empresa forneceu guias turísticos bilíngues para o Carnaval de rua Divulgação/PMSP e Sergio Barzaghi/Secom Uma análise técnica produzida pela equipe de auditoria do Tribunal de Contas do Município (TCM) de São Paulo apontou graves indícios de fraude, favorecimento em licitações e sobrepreço em contratos milionários firmados pela prefeitura com a agência MM Quarter.
A empresa passou a ser investigada após reportagens do portal Metrópoles revelarem vínculos entre sua proprietária e o então secretário-adjunto de Turismo Rodolfo Marinho.
De acordo com o TCM, a prefeitura repassou o valor total de R$ 101,4 milhões à agência entre 2022 e março de 2026, conforme registros observados nas bases do Sistema de Orçamento e Finanças (SOF) do município.
Desse montante, R$ 77,8 milhões foram pagos pela São Paulo Turismo (SPTuris), empresa municipal de eventos vinculada à Secretaria Municipal de Turismo (SMTUR), e R$ 23,5 milhões diretamente pela própria SMTUR.
Levantamento anterior feito pelo g1 apontou que a agência mantinha ao menos 24 contratos com a administração municipal, somando R$ 239 milhões em valores contratados.
Entre os diversos serviços terceirizados para a MM Quarter estavam o fornecimento de água mineral para eventos e a contratação de guias de turismo bilíngues para o Carnaval de rua.
Até a auditoria, porém, o valor efetivamente pago à empresa não era conhecido publicamente devido a limitações de transparência.
Controladoria da capital investiga contratos de quase R$ 240 milhões da SPTuris A contratação vultosa e contínua da agência coincidiu com a nomeação de Rodolfo Marinho para o comando da SMTUR, em 2022, e sua posterior atuação como secretário-adjunto da pasta.
Marinho foi exonerado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) em fevereiro após a Controladoria Geral do Município (CGM) descobrir uma procuração registrada em cartório que concedia a ele amplos poderes de gestão e movimentação financeira da MM Quarter.
O então presidente da SPTuris, Gustavo Pires, também foi demitido na ocasião.
O g1 teve acesso a um relatório produzido pelo TCM a partir de uma representação apresentada pela deputada federal Luciene Cavalcante, pelo deputado estadual Carlos Giannazi e pelo vereador Celso Giannazi, todos do PSOL.
Finalizado em 29 de setembro, o parecer técnico confirmou indícios de irregularidades nas contratações da MM Quarter, incluindo favorecimento em licitações, conflito de interesses e falhas de transparência.
As conclusões se baseiam em uma auditoria própria do tribunal aberta em fevereiro de 2026 para investigar os contratos da empresa com a prefeitura (leia mais detalhes abaixo).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.