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Estudo aponta deformações em peixes coletados no Norte do ES

A Gazeta (ES) ·
Estudo aponta deformações em peixes coletados no Norte do ES

Uma pesquisa aponta que mais de 60% dos peixes da espécie cabeçudo-preto analisados no Litoral Norte do Espírito Santo apresentam deformações. O estudo é desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e analisa espécimes da bacia do Rio São Mateus, próximo a Conceição da Barra , no Norte do Espírito Santo.

Os animais avaliados foram coletados em maio de 2022, quase sete anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais. O cabeçudo-preto, também conhecido como tambor-estrela, é uma espécie que vive no fundo do mar e, por isso, tem maior contato com os sedimentos.

Um dos pesquisadores que participam do estudo, Jonas Andrade, explica que ainda não há informações sobre o nível de contaminação dos espécimes por metais específicos. Segundo ele, no entanto, pesquisas anteriores realizadas com outros animais indicam que contaminantes presentes nos sedimentos podem afetar principalmente espécies que vivem no fundo do mar.

"Elas estão mais sensíveis ao resíduo que está no fundo do Rio Doce e toda aquela região próxima. Completou 10 anos do acidente [em Mariana] e a gente não está no ponto em que podemos dizer com segurança que o ambiente está recuperado. Na verdade, a gente ainda não sabe exatamente se um dia a gente vai voltar ao estado que era anteriormente", explica o pesquisador.

As anomalias foram identificadas nos otólitos, estruturas localizadas no ouvido interno dos peixes e relacionadas ao equilíbrio, à orientação e à percepção de sons. Apesar da maior exposição da espécie aos sedimentos, os pesquisadores ressaltam que não é possível estabelecer uma relação entre o rompimento da barragem de Fundão e as deformações encontradas nos animais analisados.

A Samarco, mineradora responsável pela barragem de Fundão, destacou que, embora o estudo não comprove relação com a tragédia, a empresa investiu cerca de R$ 800 milhões em monitoramento ambiental no Rio Doce desde 2018.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.agazeta.com.br — o conteúdo pertence a A Gazeta (ES).

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