A honra do Santos deve custar caro e soar inútil contra o Palmeiras
O Santos jogou pela honra e a Vila Belmiro, lotada por 15 mil torcedores, entendeu.
Neymar se matou, bateu uma falta que exigiu ótima defesa de Carlos Miguel, levou duas entradas fortes, uma ainda antes do primeiro minuto que valeu amarelo para Felipe Anderson, e outra de Flaco López.
Lutou, dividiu, foi desarmado quase sempre que tentou o um contra um e, no fim do primeiro tempo, sentiu o músculo e não voltou para o segundo. Previsível.
O Palmeiras teve enorme dificuldade em passar do meio de campo durante os 45 minutos iniciais, mas, se Maurício estivesse com pontaria afinada, teria feito três gols.
Para o segundo tempo Cuca sacou, além de Neymar, sem condições, Igor Vinicius e Lucas Veríssimo, também machucados, para botar Rony, Davizinho e Moisés. O Santos já havia sido obrigado a trocar Barreal por Rollheiser, aos 28 minutos.
Abel Ferreira voltou com Khellven e Vitor Roques nos lugares de Giay e Flaco López.
E aos 10 minutos, livre, Vitor Roque cabeceou para fora cruzamento de Khellven que vai custar novas críticas de Abel.
O Santos parecia morto pelo esforço até então e poderá pagar caro pela petulância de achar que viraria um 0 a 3, porque domingo visita o Inter, em jogo de seis pontos, ao que tudo indica, esfacelado.
Talvez se o Palmeiras tivesse feito o 6 a 0 que mereceu no jogo de ida o Santos não fizesse o sacrifício inútil
Aos 28 minutos, um lance raro: Carlos Miguel deu um chutão para o alto e Brazão devolveu de cabeça na intermediária santista.
Vitor Roque, duas vezes, se atrapalhou em contra-ataques que liquidariam o clássico.
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