Wilson Grassi descarta Lula e defende proteção animal para apoiar Flávio
O médico-veterinário Wilson Grassi (Democrata), que disputou a Presidência da República no primeiro turno, condicionou seu apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno à adesão pública do candidato a cinco propostas de proteção animal .
Em vídeo, ele já descartou apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Grassi afirmou que enviará uma carta ao senador e que espera um pronunciamento de Flávio se comprometendo com as medidas .
Caso isso não ocorra, disse que o candidato “não merece o meu voto”.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, o veterinário recebeu 16.881 votos , equivalentes a 0,01% dos votos válidos.
Ao explicar sua posição, Grassi afirmou ter conversado com familiares e seguidores.
Além de mencionar críticas a Lula apresentadas em um vídeo anterior, citou a opinião política da mãe, de 80 anos.
“Se eu apoiar o Lula, eu perco a minha mãe, e entre a política e ela, eu prefiro a minha mãe.
Então eu não vou apoiar o Lula, isso já está decidido”, declarou.
Leia Mais Veja os partidos que declararam apoio a Flávio Bolsonaro e a Lula Quaest: Flávio é rejeitado por 54% dos eleitores; Lula, por 53% Nexus/BTG: Flávio tem 52% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 48% O ex-candidato ressaltou, porém, que a rejeição ao petista não significa apoio automático ao adversário.
Segundo ele, o programa de governo de Flávio não contempla a causa animal.
As condições para o apoio Na carta dirigida ao senador, Grassi propõe apoio político mediante compromisso público com medidas voltadas a animais domésticos e silvestres, atendimento veterinário e valorização dos protetores .
“Este apoio, contudo, está condicionado ao compromisso público de Vossa Senhoria com a implementação e o fortalecimento de diretrizes essenciais para a proteção animal no Brasil”, afirma o documento.
As pautas apresentadas são: política nacional de proteção , organizando uma política unificada para animais domésticos e silvestres; valorização dos protetores , com criação de uma carreira regulamentada para protetores de animais; e hospitais veterinários públicos , para garantir apoio federal à implantação dessas unidades nos municípios.
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