De mulher reservada à figura central na campanha de Flávio: Quem é Fernanda Bolsonaro
Fernanda Bolsonaro, que pode se tornar primeira-dama do Brasil caso Flávio vença a disputa presidencial, viveu longe dos holofotes até recentemente. Mas, com o lançamento da campanha do marido Flávio Bolsonaro à Presidência, Fernanda passou a ocupar um lugar estratégico na política.
Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro é casada com Flávio, com quem tem duas filhas (Carolina e Luiza), desde 2010. Ela é cirurgiã-dentista especializada em ortodontia e ortopedia facial e atende adultos e crianças em consultório próprio na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Além da presença digital, Fernanda passou a comparecer a eventos para apoiar a candidatura do marido. Sua figura foi crucial durante o desgaste entre Flávio e Michelle. A ex-primeira-dama acusou o enteado de tê-la maltratado e humilhado. A crise se agravou quando Michelle deixou a liderança do PL Mulher. Nesse contexto, Fernanda defendeu o marido nas redes sociais, descrevendo-o como um “homem leve, respeitoso, carinhoso, restaurado e um pai dedicado”. Logo após o desentendimento, ela também compareceu a uma reunião de mulheres do partido ao lado de Flávio.
Com o lançamento do plano do marido e da ex-presidente da Caixa Daniella Marques “Brasil Por Elas”, voltado ao eleitorado feminino, o nome de Fernanda deve permanecer em evidência até o final da campanha presidencial.
Apesar da vida reservada até o lançamento da candidatura de Flávio, o nome de Fernanda já esteve envolvido em controvérsias. Um deles é o caso da franquia de chocolates Kopenhagen, adquirida pelo marido, na época deputado estadual, em 2014. A compra foi feita em sociedade com o empresário Alexandre Ferreira Dias Santini.
O Ministério Público do Rio de Janeiro chegou a questionar a capacidade financeira do casal para comprar e manter a franquia. Documentos bancários mostraram dois depósitos de R$ 1.045.504,68 (em valores corrigidos pelo IPCA) de Fernanda para a empresa, embora ela não fosse sócia formalmente. A investigação também apontou depósitos em espécie feitos por Fabrício Queiroz na conta dela.
O caso foi encerrado após o STJ anular as provas da investigação, em 2021. Em 2022, o Tribunal de Justiça do Rio rejeitou a denúncia e, em fevereiro deste ano, o ministro Gilmar Mendes, do STF, rejeitou recurso da promotoria, mantendo o entendimento das instâncias anteriores.
Além dos imóveis que entraram no escopo da investigação das “rachadinhas”, o nome de Fernanda voltou a aparecer em 2021, quando o casal comprou uma mansão em Brasília por R$ 7.562.320,20 (em valores corrigidos pelo IPCA). Metade do valor foi pago à vista e o restante financiado pelo BRB. O financiamento, previsto para 30 anos, foi quitado em apenas três, em 2024.
Mais recentemente, Fernanda foi citada no inquérito que apura a trama golpista. Segundo a Polícia Federal, ela teria criado um documento que formulava um pedido de asilo para Jair Bolsonaro na Argentina, caso ele precisasse deixar o Brasil. Fernanda, porém, não foi denunciada no caso.
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