Corrida de rua bate 14,6 milhões de praticantes e vê produto perder espaço para comunidade
Daniel Krutman, CEO da Ticket Sports, palestra durante TS Summit 2026 - Divulgação
O mercado brasileiro de corrida de rua conta com 14,6 milhões de corredores, um crescimento maior do que 60% em quatro anos, na comparação com os 9 milhões registrados em 2022. O avanço, porém, inclui apenas 3,4 milhões de pessoas participando de eventos esportivos, o que revela o potencial deste setor.
Os dados referentes a abril de 2026 foram divulgados durante o TS Summit 2026 , evento promovido pela Ticket Sports , que está sendo realizado a partir desta terça-feira (1º), em São Paulo (SP).
“Existe uma janela gigantesca de oportunidades, de gente que não se sente preparada ou não acha que é pra si mesmo um evento de corrida de rua. Acreditamos que é para todo mundo e tem espaço para esses novos entrantes se divertirem”, disse Daniel Krutman, CEO da Ticket Sports, à Máquina do Esporte .
Em 2026, deverão ser realizados 14.343 eventos esportivos no Brasil, com ou sem permit, isto é, a autorização e certificação dada por entidades do atletismo, como a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). 90% deles são de corrida de rua.
Ao todo, são realizadas cerca de 9 milhões de inscrições em 2026, uma média de aproximadamente 750 inscritos por evento. Em receita, as inscrições cresceram 7,26% em 2026 e 6,9% em média por evento, o que indica aumento no ticket médio.
“55% dos participantes de eventos esportivos vão apenas uma vez por ano a um evento e saem da base. É muito mais fácil trabalhar essa base de pessoas, trabalhar a recorrência. É uma lacuna de mercado”, lembrou Daniel Krutman, que também é colunista da Máquina do Esporte .
As inscrições para eventos esportivos representam R$ 1,3 bilhão. O valor representa uma parcela pequena do total movimentado por todo o mercado de corridas de rua, considerando, por exemplo, áreas como vestuário e patrocínio: R$ 21 bilhões.
Ainda assim, 25% dos organizadores que atuam em 2026 são novos no mercado. A tendência indica uma percepção de barreira de entrada baixa, mesmo em um cenário em que desde 2015 cerca de 40% dos organizadores quebraram, segundo Krutman.
O cenário descrito pela pesquisa realizada pela Ticket Sports amplia a concorrência no mercado, especialmente para aqueles eventos, principalmente aqueles que ainda não atingiram maior maturidade de marca e atenção coletiva. As corridas entrantes não possuem nada a perder, já que não possuem marca, reputação ou histórico.
Diante disso, na avaliação de Daniel Krutman, os produtos e os serviços nos eventos tornam-se commodities e, na era da Inteligência Artificial, copiados. O caminho, então, passa muito mais pela construção de uma comunidade, de uma marca conectada com seus participantes.
“Existe a necessidade de ser uma marca de relacionamento, não uma marca de ferramenta. Corrida todo mundo vai fazer, projetos digitais todo mundo vai fazer. A questão agora é como a gente se diferencia através das nossas relações. É sobre pessoas, não produtos e serviços”, concluiu o CEO da Ticket Sports.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em maquinadoesporte.com.br — o conteúdo pertence a Máquina do Esporte.