Corinthians tem deficit de R$ 246 milhões no 1º semestre
Prejuízo do clube em 2026 é 78,2% maior que o previsto em orçamento e dívida total do clube chega a R$ 2,8 bilhões
O Corinthians encerrou o 1º semestre de 2026 com deficit de R$ 246,039 milhões. O resultado supera em 78,2% os R$ 138,028 milhões de prejuízo previstos no orçamento para o período de janeiro a junho, segundo informações do ge . O endividamento total do clube está na casa dos R$ 2,8 bilhões.
A diretoria apontou 3 fatores principais para o rombo acima do planejado: a premiação paga aos jogadores pelo título da Copa do Brasil de 2025, o pagamento de impostos sobre a dívida com o clube mexicano Santos Laguna e a ausência de negociações de atletas no período.
A receita bruta do clube chegou a R$ 415,293 milhões nos 6 primeiros meses do ano, valor superior aos R$ 350,557 milhões previstos no orçamento. Depois das deduções e recolhimento de impostos, a receita líquida ficou em R$ 394,202 milhões.
Os custos e despesas operacionais totalizaram R$ 389,336 milhões, também acima dos R$ 367,979 milhões descritos no orçamento para o semestre. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) terminou positivo em R$ 4,866 milhões.
O resultado operacional, porém, ficou negativo em R$ 90,215 milhões. O cálculo incluiu receitas de cessão e empréstimo de direitos, a premiação da Copa do Brasil paga ao elenco, tributos sobre a quitação da dívida com o Santos Laguna e depreciações. As despesas e receitas financeiras acrescentaram R$ 155,825 milhões ao prejuízo, chegando ao deficit final de R$ 246,039 milhões.
O balancete do clube detalhou que o deficit teria ficado em R$ 116,131 milhões sem o impacto de itens considerados não recorrentes.
Entre eles, o Corinthians registrou o pagamento de R$ 32,525 milhões em premiação da Copa do Brasil aos jogadores e R$ 6,076 milhões em impostos sobre transação de câmbio na quitação da dívida com o Santos Laguna. O clube também deixou de arrecadar R$ 75 milhões em negociações de direitos de atletas. Contingências e revisão contábil responderam por outros R$ 16,307 milhões no balanço.
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