O eleitor Gasparzinho mostrado em pesquisa que pode mudar o segundo turno entre Flávio e Lula
A primeira pesquisa Quaest do segundo turno da eleição presidencial mostra um empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 46% das intenções de voto, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 44%.
Apesar do elevado grau de consolidação das escolhas eleitorais, um grupo específico pode fazer a diferença na disputa: os brasileiros que compareceram às urnas no primeiro turno, mas votaram em branco ou anularam o voto.
Essa é a avaliação do cientista político Elias Tavares, feita durante o programa VEJA em Foco , apresentado por Marcela Rahal. (este texto é um resumo do vídeo acima) Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral Quem é o eleitor ‘Gasparzinho’ identificado na pesquisa? Segundo Tavares, trata-se de um eleitor que participou do primeiro turno, mas não escolheu nenhum dos candidatos.
Na avaliação do cientista político, conquistar esse grupo pode representar uma oportunidade para as duas campanhas, especialmente em uma eleição tão polarizada.
“Existe aqui, na verdade, um eleitor Gasparzinho, o eleitor fantasma, que as campanhas precisam capturar e que pode fazer a diferença”, afirmou.
O especialista destacou ainda que, entre os eleitores desse grupo que podem voltar às urnas e optar por um candidato, Lula aparece em vantagem, de acordo com sua leitura do levantamento.
Continua após a publicidade A pesquisa também revela o tamanho do desafio das campanhas.
Segundo os números apresentados no programa, 91% dos eleitores dizem ter o voto consolidado, enquanto apenas 1% se declara indeciso na pergunta estimulada.
Na avaliação de Tavares, porém, isso não significa que o resultado esteja definido.
“Se você tem 91% de eleitores consolidados, você ainda tem, a cada dez eleitores, um que pode mudar esse voto”, observou.
Com apenas dois pontos percentuais separando os candidatos, o analista considera que pequenas movimentações podem alterar o equilíbrio da disputa.
Por que Lula ainda não conseguiu avançar nas pesquisas? Durante a entrevista, Marcela Rahal questionou por que o presidente não havia conseguido ampliar suas intenções de voto mesmo após anunciar medidas direcionadas ao eleitorado, o chamado de “pacote de bondades”.
Para Tavares, uma das explicações está no momento escolhido pelo PT para intensificar suas ações eleitorais.
“Na minha avaliação, a campanha do PT começou só no segundo turno”, afirmou.
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