O que aconteceu com o experimento de Bukele para transformar El Salvador no 'país do bitcoin'
O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, prometeu que a adoção do bitcoin traria 'prosperidade, liberdade econômica e inclusão financeira' a El Salvador AFP via Getty Images "Em El Salvador, estamos começando a criar um país para o futuro, preservando o que nos torna únicos e buscando inspiração nas melhores ideias que já surgiram no mundo ao longo da história.
E acredito que o bitcoin possa ser uma delas." Foi o que disse o presidente Nayib Bukele em uma mensagem gravada e exibida durante a conferência Bitcoin 2021, realizada em março daquele ano, em Miami, na Flórida, nos Estados Unidos, diante de um público entusiasmado com a criptomoeda Bitcoin. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na ocasião, Bukele anunciou que enviaria à Assembleia Legislativa um projeto de lei para fazer de El Salvador o primeiro país do mundo a adotar o bitcoin.
O anúncio foi recebido com uma salva de palmas pelo público, que via um antigo ideal prestes a se concretizar — e em setembro daquele ano, o país adotou o Bitcoin como moeda de curso legal no país (ao lado do dólar americano).
Agora no g1 Cinco anos depois, o dólar voltou a ser a única moeda oficial de El Salvador, a aceitação do bitcoin passou a ser facultativa e a promessa de construir uma cidade futurista, abastecida pela energia geotérmica de um vulcão e dedicada à mineração da criptomoeda, nunca saiu do papel.
Afinal, o que restou do "país do bitcoin", como Bukele batizou El Salvador? O que foi cumprido do que se prometeu? E quem se beneficiou? Bitcoin e promessas O que restou do projeto de transformar El Salvador no "país do bitcoin" cinco anos depois? Getty Images via BBC O bitcoin é basicamente um arquivo digital que existe online e funciona como uma moeda alternativa.
Nisso, ele se diferencia muito de moedas convencionais, como o dólar americano.
Ele não é impresso por governos ou bancos tradicionais, mas criado por um processo computacional complexo conhecido como "mining" (mineração). 🔍 Todas as moedas e todas as transações feitas com elas ficam registradas na rede de internet – em um espaço conhecido como "blockchain", uma espécie de banco de dados descentralizado que usa criptografia para registrar as transações.
Dessa forma, as transações não podem ser rastreadas.
E o bitcoin não tem um "valor inerente": seu preço é determinado pelo quanto as pessoas estão dispostas a pagar por ela.
A iniciativa de adotar o bitcoin em El Salvador começou em junho de 2021, quando a Assembleia Legislativa, controlada pelo partido do presidente, Novas Ideias, aprovou a lei que tornou a criptomoeda uma moeda oficial do país, ao lado do dólar — que já era a moeda oficial do país havia duas décadas.
A promessa era de que a medida traria "prosperidade, liberdade econômica e inclusão financeira".
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