Novas revelações deixam Moraes diante de sua mais grave crise no STF
O ministro Alexandre de Moraes chegou a um ponto de exposição institucional particularmente grave diante das novas revelações sobre sua relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Já não se trata mais de meras suspeitas relacionadas ao contrato de R$ 131 milhões firmado entre o banco e o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci de Moraes.
A Polícia Federal encontrou um conjunto de diálogos no celular em que Vorcaro envia mensagens para um interlocutor que os investigadores suspeitam se tratar de Moraes, para ajudar a resolver sua situação perante a própria PF, a Procuradoria-Geral da República e outras autoridades.
O teor é demolidor: Vorcaro consulta o interlocutor sobre a possibilidade de fuga do país diante do cerco da polícia, fala sobre detalhes sensíveis da investigação, como data e horário de operações da PF, e busca encontros com o ministro nos dias imediatamente anteriores à prisão.
Em uma das mensagens, Vorcaro pergunta: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”.
No dia seguinte, informa que estava em voo e que iria diretamente ao encontro do interlocutor.
O Estadão, primeiro veículo a noticiar, afirma que às vésperas da prisão, conforme as mensagens, o ministro e o banqueiro teriam se encontrado em duas ocasiões, nos dias 14 e 16 de novembro do ano passado.
A sequência é ainda mais delicada porque as mensagens não se restringem a uma tentativa de contato pessoal.
Em outros diálogos, Vorcaro pergunta se havia alguma possibilidade de impedir ou retardar medidas contra ele e menciona autoridades que poderiam ser acionadas.
Uma das mensagens fala na necessidade de reforçar com “Andrei e Paulo” a proteção de seus interesses, referência que a investigação associa a Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Paulo Gonet, procurador-geral da República.
Em outra, o banqueiro pede que uma eventual ação da PF seja atrasada porque, com o feriado, “o banco não quebra”.
A gravidade está no contexto.
Vorcaro era alvo de uma investigação que poderia atingir seus negócios e culminou em sua prisão.
Ao mesmo tempo, mantinha uma relação próxima o suficiente com o interlocutor identificado pela PF como Moraes para marcar encontros, pedir informações sobre a investigação e buscar, segundo as mensagens, sua intervenção junto a autoridades responsáveis por decisões que poderiam afetá-lo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.