'Pink Pill': irmãs viralizam com vídeos que rebatem discursos misóginos nas redes sociais
Irmãs viralizam com vídeos que rebatem discursos misóginos nas redes Com vídeos com mais de um milhão e meio de visualizações, as irmãs Hyla Natiely Fernandes Santos Araújo e Cah Fernandes têm viralizado com o projeto "Pink Pill", produto idealizado para valorizar o universo feminino.
Diante do fortalecimento de discursos misóginos nas redes sociais — fortemente ligados à comunidade que se autoidentifica como "Red Pill" —, o projeto acabou se tornando um contraponto ao discurso de ódio contra mulheres.
Em entrevista ao g1, a dupla, que mora em Salvador, contou que produz conteúdo para as redes sociais há aproximadamente 11 anos e que o "Pink Pill" surgiu espontaneamente.
Com histórico de trabalhos humorísticos, a ideia surgiu, inicialmente, a partir de uma percepção de Cah Fernandes sobre a própria feminilidade, e não necessariamente para rebater a misoginia nas redes sociais. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Além de influenciadora, ela também é pesquisadora e psicóloga formada pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e achava engraçado o contraste entre a seriedade de sua atuação profissional e a estética que escolhe para o dia a dia.
"Eu sou uma mulher que gosta muito de usar rosa, minissaia, usar tamancas enormes, exageradas, e grandes unhas.
Gosto muito do contraste entre essa estética e as coisas que eu faço", conta Cah. 'Pink Pill': irmãs viralizam com vídeos bem humorados que rebatem discursos misóginos nas redes sociais Reprodução/Redes Sociais Com a ajuda da irmã, com quem já havia produzido uma série de conteúdos antes, a influenciadora montou o que era para ser um quadro em seu perfil nas redes sociais.
"Chamei ela para me ajudar a gravar e, na hora, nem tinha nome. [...] A minha ideia era gravar um vídeo fazendo 'coisas de menina', mas sempre assim: andar de moto, consertar alguma coisa em casa".
Após a gravação de uma vinheta improvisada, as irmãs lançaram o primeiro vídeo com o jingle do "Pink Pill", que acumula mais de um milhão de visualizações no Instagram.
Diante da repercussão e da aceitação de um público majoritariamente feminino, o projeto, que só tem três meses de criação, se tornou um sucesso e um espaço para potencializar o feminino na internet.
Vídeos do projeto "Pink Pill" viralizaram nas redes sociais.
Reprodução/Redes Sociais Ataques Antes mesmo que o combate a discursos misóginos se tornasse o objetivo da página, as criadoras passaram a receber ataques, principalmente de homens.
Com ofensas racistas e misóginas, o número de insultos cresceu após o último vídeo viral da dupla, em que fazem uma analogia entre homens abusivos e louça suja.
No conteúdo, as irmãs sugerem formas de "se livrar da louça suja" com trocadilhos para a autodefesa em situações de violência contra a mulher.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Bahia.