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Planalto avalia risco de interferência dos EUA nas eleições para favorecer oposição a Lula

Opera Mundi ·
Planalto avalia risco de interferência dos EUA nas eleições para favorecer oposição a Lula

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que a administração de Donald Trump poderá tentar interferir de maneira mais direta nas eleições brasileiras de 2026 , caso identifique no processo eleitoral uma oportunidade para pressionar o governo brasileiro e dificultar a reeleição do petista. Nas hostes palacianas, a relação diplomática balançada entre os países figura como um teste de forças por parte da gestão Trump.

Segundo interlocutores do governo, a preocupação é que os Estados Unidos possam elevar o tom da pressão sobre o Brasil durante a campanha eleitoral. A avaliação ainda é tratada como um cenário possível, e não como uma decisão tomada pelo governo estadunidense.

Entre as hipóteses discutidas está a possibilidade de setores ligados à administração Trump questionarem a legitimidade das eleições de 2022, inclusive com a retomada de acusações de que a vitória de Lula teria sido fraudulenta. Na leitura de interlocutores do governo, uma narrativa desse tipo poderia ser utilizada para colocar em dúvida o processo eleitoral brasileiro e aumentar a pressão política sobre Brasília.

Interlocutores do governo também não descartam que, em um cenário de escalada da tensão, possam surgir declarações ou ameaças mais graves, inclusive relacionadas à possibilidade de intervenção militar.

Isso, contudo, é uma hipótese dentro das avaliações que vêm sendo feitas no governo, e não de uma ameaça formal apresentada até o momento. A análise ganhou mais força depois do vídeo publicado pelo Departamento de Estado norte-americano via X, no qual dizia que, em outras palavras, “o domínio dos Estados Unidos sob as Américas nunca mais será questionado”.

O temor no Palácio do Planalto é que uma eventual pressão externa acabe tendo efeito político sobre a disputa eleitoral brasileira. Na avaliação de interlocutores de Lula, uma atuação mais incisiva de Washington poderia beneficiar setores da oposição que defendem uma relação mais próxima com os Estados Unidos.

Nesse cálculo aparece o nome do senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL-RJ), considerado por integrantes do governo como um dos nomes que poderiam ser favorecidos por uma eventual mudança na correlação de forças durante a campanha.

A leitura é que uma candidatura mais alinhada aos interesses de Washington poderia encontrar maior espaço caso a relação entre Brasil e Estados Unidos se deteriore. Ele tem um canal de interlocução direto aberto com o chefe da pasta responsável pela publicação autoritária, Marco Rubio.

O tema também chegou ao radar da diplomacia brasileira. Interlocutores ligados ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, acompanham com atenção a possibilidade de a disputa eleitoral brasileira ser incorporada à agenda geopolítica de Washington.

A avaliação no governo é de que a questão não deve ser analisada apenas pela ótica da relação bilateral.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em operamundi.uol.com.br — o conteúdo pertence a Opera Mundi.

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