Proibição de celular reduz cyberbullying e ansiedade, diz pesquisa
Um ano e meio após a restrição ao uso recreativo de celulares nas escolas, a mudança já aparece na rotina dos estudantes.
Para 97% dos gestores escolares, os alunos passaram a participar mais das atividades pedagógicas depois da entrada em vigor da Lei nº 15.100/2025.O resultado faz parte de uma pesquisa realizada pelo Ministério da Educação (MEC), Inep e Instituto Alana, com 8.189 escolas de todo o país.
Além da maior participação, 95% dos gestores perceberam mais concentração nas aulas e maior socialização presencial.Os efeitos relatados também incluem redução de problemas relacionados ao ambiente digital.
Para 88% dos gestores, houve queda nos conflitos digitais e casos de cyberbullying.
Outros 86% perceberam redução da ansiedade entre os estudantes.O que mudou nas escolas sem celular?A legislação, sancionada em janeiro de 2025 e regulamentada no mês seguinte, restringe o uso recreativo de celulares, tablets e outros aparelhos eletrônicos durante o período escolar.
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O aparelho continua permitido quando utilizado em atividades pedagógicas mediadas por professores, além de situações relacionadas a acessibilidade, saúde e emergência.Na prática, algumas escolas passaram a criar novas alternativas para ocupar os momentos em que os estudantes antes recorriam ao celular.Na Escola Santa Mônica, em Pelotas (RS), por exemplo, os aparelhos permanecem guardados nas mochilas durante as aulas.
Se um aluno for flagrado utilizando o celular, recebe uma orientação.
Em caso de reincidência, o aparelho fica retido na coordenação até o fim do turno.Durante os intervalos, UNO, cartas, cubo mágico e jogos de tabuleiro passaram a ocupar o espaço deixado pelos celulares.
A biblioteca também permanece aberta para os estudantes.Ensino integral aumenta desafio para escolasA discussão sobre o uso de celulares ganhou uma nova dimensão com a expansão do ensino em tempo integral no país.
Dados do Censo Escolar 2025 mostram que a proporção de matrículas em tempo integral na rede pública passou de 15,1% em 2021 para 25,8% em 2025.Com os alunos permanecendo mais tempo nas escolas, surge o desafio de organizar uma rotina que mantenha conexão entre as diferentes atividades oferecidas.
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