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Senado aprova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos

Poder360 ·

Foram aprovados até R$ 2 bilhões em incentivos ao FGAM e R$ 5 bilhões em créditos fiscais, limitados a R$ 1 bilhão por ano de 2030 a 2034

O Senado aprovou nesta 4ª feira (2.set.2026) o PL 2.780 de 2024 , que cria a PNMCE (Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos) e o CIMCE (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos). A votação foi simbólica e vai à sanção presidencial. Leia o relatório na íntegra (PDF – 188 kB).

A relatoria foi do senador Eduardo Braga (MDB-AM), que manteve o texto aprovado na Camara. Entre os principais pontos estão os incentivos de até R$ 2 bilhões para o FGAM (Fundo Garantidor da Atividade Mineral) e limites fiscais, com teto global de R$ 1 bilhão anuais entre 2030 e 2034.

O texto busca instituir instrumentos de governança, financiamento, inovação e desenvolvimento industrial voltados ao fortalecimento da competitividade do setor mineral brasileiro.

A proposta corrobora “princípios constitucionais de interesse público e soberania nacional, além das políticas de desenvolvimento sustentável, de política industrial, de parcerias entre público e privado, com estabilidade regulatória e segurança jurídica” .

O projeto cria o CIMCE (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos), vinculado à Presidência da República. O órgão será responsável, segundo o texto, de coordenar, planejar e acompanhar a política nacional.

Este último ponto é o mais sensível. O projeto submete ao mecanismo de triagem do CIMCE e da ANM (Agência Nacional de Mineração) mudanças diretas ou indiretas de controle de mineradoras. O órgão também ficará responsável por avaliar a legalidade de participação relevante de empresas estrangeiras no setor e acordos internacionais capazes de afetar o que o texto chama de “ segurança econômica ou geopolítica do país ”.

Fica sob responsabilidade do conselho o poder de “ homologar ” uma aquisição ou mudança de controle no setor. A regra não se limita, porém, a compradores estrangeiros: qualquer negócio de uma empresa com direitos sobre minerais críticos ou estratégicos estará submetida ao mecanismo.

A versão inicial apresentada na Câmara exigia “ anuência prévia ” do governo. Depois de pressão das mineradoras, o relator na Casa Baixa, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), substituiu a expressão por “homologação” . A mudança, contudo, preservou o poder estatal de validar ou rejeitar operações.

O Senado manteve esse modelo. Braga rejeitou emendas que substituíam a homologação por simples registro e acompanhamento. Também não acolheu propostas que estabeleciam prazo de 60 dias para a decisão do conselho e aprovação tácita caso o período terminasse sem manifestação.

O CIMCE poderá ter até 15 representantes de órgãos do Executivo, além de integrantes indicados por Estados, municípios, setor privado e instituições de ensino superior.

O projeto autoriza a União a criar o FGAM (Fundo Garantidor da Atividade Mineral).

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