Aeronave que caiu no Rio Tietê tinha peças de carro e reparos com fita isolante
O ultraleve anfíbio que caiu no Rio Tietê, em Pereira Barreto, no interior de São Paulo, em fevereiro de 2024, apresentava adaptações com peças automotivas e reparos improvisados com fita isolante. As informações foram reveladas em um relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), divulgado nesta quinta-feira (15 de outubro).
O acidente provocou a morte do piloto Rosivaldo Mendes da Silva, de 38 anos, e deixou o passageiro gravemente ferido. A investigação identificou irregularidades nas condições da aeronave e na operação realizada no dia da queda.
De acordo com o relatório, o motor do ultraleve tinha componentes adaptados de veículos terrestres, incluindo radiador de óleo e filtros de ar e combustível. Os investigadores também encontraram fios elétricos remendados com fita isolante e abraçadeiras de uso geral.
Os registros apontaram ainda que o piloto não possuía a habilitação específica para operar aeronaves aquáticas ou anfíbias. A operação também ultrapassou o período diurno permitido para aquele tipo de voo.
A investigação do Cenipa apontou a inobservância de normas e regulamentos como fator determinante para o acidente. O relatório identificou as irregularidades na operação, mas não permite afirmar que as peças automotivas ou a fita isolante, isoladamente, provocaram a queda.
O caso ocorreu em fevereiro de 2024, mas as conclusões da investigação só ganharam destaque com a divulgação do relatório em outubro de 2026.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.