Renata Bastos lança primeiro trabalho autoral com show em Salvador
Cantora local que há 15 anos marca presença na rica cena do reggae baiano, Renata Bastos finalmente lança seu primeiro trabalho autoral.
Broto Semente, EP com sete faixas, tem show de lançamento hoje, pontualmente às 20h, no Teatro Cambará da Casa Rosa, dentro do projeto Quinta da Casa.No palco, Renata canta acompanhada por Iuri Carvalho (bateria), Renato Nunes (baixo e produção musical), Reman Buchegger (guitarra), Dan Couto (teclados) e Júlia Maia (backing vocal e arranjos vocais).Soteropolitana acostumada a ouvir reggae rotineiramente – em casa, no rádio, nas ruas da cidade – a cantora conta que, para ela, a opção de cantar reggae na vida foi simplesmente natural: “Desde muito jovem, dentro de casa, eu fui apresentada ao reggae e é costumeiro ouvir em qualquer esquina, basta circular.
Essa proximidade da cidade com o reggae, me fez sentir que eu era íntima desse ritmo e eu acreditei”, afirma.“A Bahia tem muitos ícones consagrados e a cidade sempre reverberou suas canções.
São muitos hinos que furaram bolhas de gênero, de classe e de espaço”, acrescenta.
Não à toa, ela cita os ícones locais do gênero como suas maiores influências: “Nunca conheci alguém que não soubesse ao menos uma música do Bob, de Edson Gomes, Sine Calmon.
São mesmo hinos consagrados e atemporais.
Salvador abraçou o reggae e a mensagem sempre atravessou a nossa vivência”, nota.“Não a toa, temos aqui mesmo, na cidade, o maior festival de reggae da América Latina (o República do Reggae) consagrado há mais de dez anos.
Salvador balança, e eu também”, garante Renata.Reggae-mulherApesar de, só agora, estrear com material autoral, Renata acredita que esse tempo cantando ao vivo em diversos palcos foi necessário para fazer seu trabalho “germinar”.
“A vivência no palco me deu ‘régua e compasso’, e Bob me deu direção artística.
O que ele propunha nas suas letras, nas reflexões que trazia e em seu posicionamento como artista, me trouxe identificação desde muito novinha.
Foram muitas ‘aulas’.
E agora me sinto como se estivesse pegando meu canudo”, observa.Se foi a partir da admiração à Bob Marley e aos mestres locais do reggae que Renata despertou, foram também suas ‘lições’ que a levaram a buscar a própria voz.“Bob deixou um legado precioso, e me inspirou nisso também.
A vontade de fazer a diferença, falar com as pessoas, dizer o que penso e acreditar que aquilo vai tocar a vida do outro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.