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Ciência

Será que as “canetas emagrecedoras” podem aumentar a longevidade?

Superinteressante ·
Será que as “canetas emagrecedoras” podem aumentar a longevidade?

Criadas para tratar o diabetes e popularizadas como potentes ferramentas contra a obesidade e o sobrepeso, as “canetas emagrecedoras” estão sendo estudadas por cientistas como um possível tratamento para diversas condições, como doenças cardíacas, renais, autoimunes, neurológicas e até o câncer.

Muitas dessas pesquisas estão em fases iniciais, mas alguns resultados já são promissores (leia mais na matéria de capa de outubro da Super ).

Agora, uma aposta ainda mais ousada vem ganhando força: será que os análogos de GLP-1 (o nome dessa classe de medicamentos) conseguem retardar o envelhecimento do corpo e fazer seus usuários viver mais? Parece uma ideia maluca, mas há pesquisas sérias nesta área.

E os primeiros estudos apontam que a hipótese é plausível, ainda que esteja longe de confirmada.

Continua após a publicidade Um artigo recente, por exemplo, analisou mais de 80 participantes com HIV e lipohipertrofia, condição caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura em algumas regiões do corpo.

Por oito meses, metade dos pacientes recebeu injeções de semaglutida, o princípio ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, enquanto a outra metade tomou um placebo.

Como o Mounjaro, Ozempic e outras canetas emagrecedoras agem no corpo? Continua após a publicidade Os pesquisadores fizeram testes de sangue em busca de marcadores biológicos que medem a “idade biológica” dos pacientes.

“Idade biológica” é aquela que reflete as condições do corpo e da saúde e pode ser afetada por doenças, hábitos de vida e condições que aceleram o envelhecimento.

Pessoas com HIV tendem a ter um processo de envelhecimento biológico mais acelerado por causa da infecção, e, portanto, são uma população especialmente interessante para estudos que avaliam o envelhecimento.

Continua após a publicidade Os resultados, publicados na revista Nature Communications , mostraram que os pacientes que tomaram semaglutida mostraram menos sinais de envelhecimento do que os que receberam o placebo.

O ensaio clínico, no entanto, é preliminar, e só mediu marcadores específicos no sangue, e não necessariamente a evolução da saúde dessas pessoas por um longo tempo.

Mesmo assim, serviu para reforçar a hipótese do potencial anti-envelhecimento dessas drogas.

Continua após a publicidade Os agonistas de GLP-1 imitam a ação de um hormônio natural produzido pelo nosso corpo que estimula a liberação de insulina e causa a sensação de saciedade.

Dessa forma, controlam os níveis de açúcar no sangue e ajudam a combater a obesidade – o que, por si só, já traz um impacto positivo na longevidade, já que tanto o diabetes quanto o sobrepeso causam consequências negativas para a saúde como um todo e podem acarretar diversos problemas adicionais.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em super.abril.com.br — o conteúdo pertence a Superinteressante.

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