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Estados do Golfo adiam negociações com o Irã devido a impasse em Ormuz

UOL Notícias ·
Estados do Golfo adiam negociações com o Irã devido a impasse em Ormuz

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Os Estados do Golfo adiaram uma reunião crucial com o Irã sobre a gestão do estreito de Hormuz por falta de consenso, prejudicando os esforços regionais para reduzir as hostilidades em torno dessa hidrovia vital.

A reunião de ministros das Relações Exteriores estava marcada para segunda-feira (14), em Omã, onde se esperava que o Irã e seus vizinhos árabes discutissem um acordo entre Teerã e Mascate para administrar temporariamente a navegação pelo estreito.

O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, afirmou que, "em nome do consenso, a reunião regional marcada para amanhã em Salalah foi adiada".

"Continuamos empenhados em promover um diálogo que favoreça a estabilidade e uma cooperação duradoura em nossa região", escreveu ele em uma publicação no X.

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Ele não forneceu mais detalhes. A reunião teria sido a primeira vez, em quase dois anos, que os principais diplomatas dos seis integrantes do Conselho de Cooperação do Golfo —Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Catar, Omã e Bahrein— se sentariam em grupo com o chanceler iraniano.

Também se esperava a participação do Iraque. Mas o Bahrein, que ocupa a presidência rotativa do CCG e está entre os Estados do Golfo mais atingidos pelos ataques de retaliação do Irã, informou no sábado que não participaria.

O adiamento também ocorre no momento em que a Arábia Saudita enfrenta uma crise crescente após um ataque de drone lançado na quinta-feira a partir do Iraque —onde atuam milícias xiitas apoiadas pelo Irã— obrigá-la a fechar um oleoduto que liga o leste do país, rico em petróleo, à costa oeste. O oleoduto tornou-se vital para as exportações sauditas de petróleo desde que o Irã interrompeu o tráfego pelo estreito de Ormuz.

Rebeldes houthis apoiados pelo Irã no Iêmen também lançaram, na semana passada, sucessivas ondas de mísseis e drones contra a infraestrutura energética saudita no sul do reino, em meio à retomada dos combates na guerra civil iemenita, que já dura mais de uma década.

Os rebeldes avançaram para o sul ao longo da costa iemenita do Mar Vermelho, fazendo recuar as forças iemenitas alinhadas ao governo e apoiadas pela Arábia Saudita, a fim de reforçar seu controle sobre o estreito de Bab al-Mandeb, outra hidrovia crucial para a navegação internacional.

Mohammad Ali Bek, alto funcionário do Ministério das Relações Exteriores do Irã, afirmou que a reunião havia sido adiada a pedido de países da região.

"A República Islâmica do Irã, em estreita consulta com Omã, tomará as providências necessárias para definir um momento adequado para a realização da reunião", acrescentou ele, segundo a agência oficial de notícias IRNA.

Omã e Irã esperavam que a reunião, uma iniciativa omanense, garantisse apoio regional ao acordo temporário entre os dois países para administrar a navegação por Ormuz. Segundo o plano, as embarcações entrariam no estreito por águas iranianas e sairiam, em sua maioria, pelo território marítimo de Omã.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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