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Médica presa por engano em MS descobre que processo de outra mulher estava no CPF dela

G1 Mato Grosso do Sul ·
Médica presa por engano em MS descobre que processo de outra mulher estava no CPF dela

Ana Paula Nunes ficou dois dias na cadeia e 25 com tornozeleira eletrônica Ana Paula Nunes dos Santos, de 27 anos, foi presa por engano no Aeroporto Internacional de Campo Grande após agentes da Polícia Federal informarem que havia um mandado de prisão contra ela por suposta participação em uma organização criminosa. 'Só fui ouvida depois de pagar pelo crime de outra pessoa', diz médica presa por engano em MS O documento, no entanto, se referia a outra mulher com o mesmo nome e sobrenome, mas que foi vinculado ao CPF errado.

Veja no vídeo acima. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A médica, que mora em Dourados, voltava de Salvador, onde havia passado férias com o marido e a filha de seis meses e foi presa no dia 4 de agosto.

Mesmo afirmando aos agentes que os dados do mandado não correspondiam aos dela, Ana Paula foi levada para a delegacia e passou duas noites presa.

Segundo o relato da médica, os agentes inicialmente não informaram o motivo da abordagem.

Depois, apresentaram o mandado e disseram que ela deveria assiná-lo.

Ana Paula foi presa por ter CPF vinculado a processo Reprodução “Eu falei assim, eu não conheço, eu não tenho conhecimento disso, esse endereço não é meu, o local de nascimento do mandato não é meu.

Eu falei, não sou eu, insisti, insisti que não era eu e eles insistiram que eu tinha que assinar.” Ana Paula também questionou qual crime teria cometido.

De acordo com ela, os agentes disseram que a prisão estava relacionada ao artigo 12.850, que trata de organização criminosa.

“Eles fizeram uma pesquisa no Google.

O artigo 12850 virou a tela para mim e falaram assim, olha aqui, organização criminosa e financiamento ao crime.” Médica diz que tentou explicar erro durante prisão Ana Paula contou que, após ser encaminhada para uma cela, tentou entender o que estava acontecendo e pediu explicações sobre a prisão.

“Comecei a chorar muito, comecei a me desesperar e comecei a fazer várias perguntas para o delegado.

Por favor, me explica o que está acontecendo.

Eu não sei por que eu estou aqui.” Segundo a médica, durante a abordagem, os agentes recolheram apenas o celular dela e não conferiram os documentos pessoais para verificar a identidade.

Após a audiência de custódia, Ana Paula deixou a prisão, mas precisou usar tornozeleira eletrônica por quase um m Foi nesse período que ela procurou a Defensoria Pública.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso do Sul.

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