Histórico: Starship realiza 13º voo, não explode e é recuperada quase intacta pela primeira vez após pouso no mar, ajudando a SpaceX a preparar próximos voos
O 13º voo de teste do megafoguete Starship, da SpaceX, ocorrido em 24 de julho , marcou um capítulo inédito na história da exploração espacial .
Diferentemente das tentativas anteriores, a espaçonave não explodiu ao pousar no mar.
O veículo de 52 metros de altura – o que corresponde a um prédio de 17 andares – resistiu ao impacto no Oceano Índico e permaneceu flutuando inteiro, permitindo um resgate histórico e inédito para a engenharia astronáutica.
Em testes anteriores, o contato com o mar provocava uma variação extrema de pressão nos tanques, culminando no rompimento imediato da fuselagem e em uma explosão espetacular.
Desta vez, a SpaceX conseguiu realizar um pouso suave e manter a integridade da nave (com alguns danos previstos no escudo térmico).
O evento abriu uma oportunidade inédita para a engenharia astronáutica: resgatar um veículo completo que acabou de voltar do espaço.
Starship pousou no mar após concluir 13º voo de teste e, desta vez, sem explodir – Crédito: SpaceX Durante sua participação no programa Olhar Espacial da última sexta-feira (21), que você pode assistir na íntegra aqui , o divulgador científico especialista em astronáutica Pedro Pallotta, criador e CEO do canal Space Orbit, analisou a combinação de decisões técnicas e sorte que garantiu o sucesso do teste.
Despressurização dos tanques evitou a explosão da Starship Para ele, o segredo para evitar que a nave virasse uma bola de fogo na água esteve no alívio de pressão e no esvaziamento do combustível restante nos instantes finais de descida.
A SpaceX teria ajustado o procedimento em relação às missões passadas, drenando tanto os tanques principais quanto os dois tanques localizados no topo da estrutura.
“Como comentei, provavelmente baixa pressão dentro dos tanques, ou porque eles já trabalharam, de alguma forma, essa despressurização em relação ao voo anterior”, explicou Pallotta.
“Nos momentos finais do voo, eles intensificam a queda de pressão dentro dos tanques principais para evitar essa explosão.
Quanto mais você conseguir tirar propelente lá de dentro, ou até dos próprios tanques que ficam no topo, isso também acaba facilitando.
É uma junção de sorte com um tratamento certo para evitar isso.
Não significa que daria certo, tanto que o pessoal na live da SpaceX ficou surpreso, porque não é nada comum.” Lançamento do 13º voo de teste do megafoguete Starship – Crédito: SpaceX Conseguir recuperar a nave inteira representa uma mudança relevante nos planos de desenvolvimento e testes da SpaceX.
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