Justiça autoriza reabertura da Cachoeira do Tabuleiro após instalação de sistema de monitoramento
Com 280 metros de altura, a Cachoeira do Tabuleiro é a maior de Minas Gerais e a terceira maior do Brasil em queda livre Reprodução/TV Globo A Justiça autorizou, nesta terça-feira (2), a reabertura da Cachoeira do Tabuleiro, em Conceição do Mato Dentro, na Região Central de Minas Gerais.
O poço principal estava interditado desde julho por falta de medidas de segurança previstas em um acordo firmado entre a prefeitura e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
Segundo o MPMG, a maior parte das exigências foi cumprida pelo município, incluindo a instalação de equipamentos para monitorar possíveis riscos geológicos e hidrológicos.
A decisão é da Vara Única da Comarca de Conceição do Mato Dentro.
A reabertura está condicionada ao funcionamento contínuo dos equipamentos instalados e ao cumprimento dos protocolos de segurança do parque.
Entre as medidas adotadas está uma estação sismográfica permanente, que monitora movimentações no maciço rochoso e transmite os dados remotamente.
Também foi instalada uma estação hidrometeorológica a cerca de dois quilômetros da queda principal para acompanhar o volume de chuva e o nível do curso d'água.
A prefeitura criou ainda um sistema permanente de segurança para o Parque Natural Municipal do Tabuleiro.
O protocolo prevê, entre outras medidas, o acompanhamento do paredão rochoso por imagens e drones para identificar possíveis alterações geológicas.
Medidas ainda estão pendentes Apesar da autorização para a reabertura, o MPMG informou que algumas exigências ainda precisam ser cumpridas.
Segundo a Promotoria de Justiça de Conceição do Mato Dentro, a prefeitura ainda não comprovou a instalação, na portaria do parque, de quatro itens com informações de segurança, entre eles dados das estações de monitoramento, índices de chuva e registros de atividades sísmicas.
O município terá 15 dias para regularizar as pendências.
A prefeitura também deverá apresentar uma nova avaliação geológica e geotécnica do paredão da cachoeira em até 30 dias após o fim do próximo período chuvoso.
Segundo o Ministério Público, o descumprimento das medidas pode levar a uma nova interdição.
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