Mestres da cultura popular evocam tradição e encanto a novos públicos
“Alumiar em vida”.
A expressão funciona como uma tradução de sentimentos do que significa assumir a coroa de rainha do congado do Maçambique de Osório, manifestação cultural da comunidade quilombola do Morro Alto, no litoral norte do Rio Grande do Sul.
“Alumiada” há uma década, a rainha e mestra Francisca Dias, de 65 anos de idade, e mais 19 músicos do quilombo, sobem ao palco do Conic, em Brasília, para o Encontro de Mestres da cultura popular, neste sábado (29), às 20h, com entrada gratuita .
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Francisca Dias, conhecida na comunidade como a Rainha Ginga Preta, explica que o maçambique é uma congada gaúcha, de tradição de matriz africana bantu, mantida na região desde o século 19.
“São as mesmas roupas e músicas desde sempre”, diz.
A manutenção de tradição, arte, fé e memória encanta a comunidade e forma uma aliança de resistência de diferentes faixas etárias participantes.
Os artistas vão de crianças a idosos.
Tudo do grupo é produzido pela própria comunidade, incluindo os instrumentos.
Além dos tambores, a comunidade faz a maçacaia, que é um cestinho de taquara com sementes de caetés, que garante o ritmo para o congado do maçambique de Osório.
“A congada tem música de salão, de rua e de igreja”, explica.
O elemento da fé católica enaltece a imagem de Nossa Senhora do Rosário.
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