Seca nos rios do Norte reduz carga de barcaças e acende alerta para o agro
A seca nos rios da região Norte começa a pressionar a logística do agronegócio, com redução da capacidade de transporte de cargas em hidrovias e preocupação com o abastecimento de insumos.
Embora a estiagem esteja, até o momento, dentro do padrão sazonal em boa parte da região, a continuidade da vazante e a previsão de chuvas abaixo da média até dezembro colocam o escoamento da safra e a implantação das próximas lavouras no radar do setor.
Uma trading que atua na região consultada pela CNN Brasil informa que toda a sua frota continua navegando, mas as embarcações operam com cerca de 30% menos carga em razão da redução do calado — a profundidade disponível para a navegação.
Com o pico da seca, esperado para novembro, a perda de capacidade por viagem pode chegar a 60% , segundo a empresa.
A companhia ressalta que essa redução é compatível com o padrão observado normalmente nessa época do ano, mas pondera que os possíveis efeitos de um El Niño muito forte não estão contemplados nessa estimativa.
Leia Mais Governo prepara plano para enfrentar possível seca e impactos nas hidrovias Setor privado e indígenas divergem sobre dragagem emergencial do Tapajós A urgência dos investimentos em dragagem no rio Tapajós Outra trading que também preferiu não se identificar afirma que a estiagem nos rios Madeira, Amazonas e Tapajós está, até o momento, em linha com a média histórica.
A avaliação é compatível com o monitoramento divulgado pelo SGB (Serviço Geológico do Brasil) em 14 de outubro: os principais trechos dos rios Amazonas e Tapajós permaneciam dentro da faixa de normalidade para o período, apesar da vazante.
No rio Branco, em Roraima, porém, os níveis estavam próximos das mínimas históricas para esta época do ano.
A Caramuru também afirma que a seca está contemplada no planejamento operacional .
A companhia programou manutenções preventivas em seu terminal a partir da segunda quinzena de outubro e informa que continua operando a rota entre Itaituba, no Pará, e o porto de Santana, no Amapá, sem interrupções.
Segundo a empresa, as barcaças transportam volumes um pouco menores que os habituais em função das condições de navegação, mas não há impactos relevantes sobre sua operação neste momento.
Roraima já sentiu impacto no escoamento da soja Os efeitos da estiagem variam entre os estados e os corredores logísticos.
Em Rondônia, a Aprosoja-RO informa que o nível do rio Madeira já baixou , mas considera o movimento esperado para esta época do ano.
Como a redução das águas é previsível, houve também diminuição da demanda por caminhões.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.