Campanha de Zema defende privatizações, começando por Petrobras e BB
O economista Carlos da Costa afirmou que, em um eventual governo do candidato à Presidência Romeu Zema (Novo), todas as estatais seriam privatizadas, começando pela Petrobras e pelo Banco do Brasil .
Na visão de Costa, que é o coordenador de economia da campanha de Zema, o Estado tem de atuar onde o setor privado não consegue e em serviços essenciais para a população em áreas como saúde, educação, segurança e políticas distributivas.
“Nós não vemos hoje necessidade de o Estado estar em nenhuma área do setor produtivo.
A nossa ideia é privatizar todas as estatais que hoje são mal geridas, são cabides de emprego, fazem com que os preços dos seus produtos sejam mais caros para a população, têm dificuldade de inovar, de investir” , disse em entrevista aos jornalistas Danielle Brant e Luiz Guilherme Gerbelli, do jornal O Estado de São Paulo , publicada nesta 6ª feira (28.ago.2026) Costa declarou que deixaria para o início do mandato a privatização das estatais de maior complexidade.
A justificativa é que, nesse período, o Executivo goza de maior poder, uma vez que as Casas legislativas ainda estão se reorganizando.
“A nossa agenda de privatizações deve começar com Petrobras e Banco do Brasil, que têm mais ou menos quase metade do valor do patrimônio das estatais” , afirmou.
O economista disse que o montante seria usado para abater a dívida pública, numa tentativa de reduzir a taxa de juros.
Uma parte também iria para investimento em infraestrutura pública.
DEFICIT DA PREVIDÊNCIA Para Costa, a sociedade brasileira precisa tomar uma decisão para conter o deficit da Previdência, que deve passar por ajustes nos parâmetros hoje em vigor.
“A sociedade precisa enfrentar uma escolha, que todos os países estão enfrentando hoje com o envelhecimento da população.
É uma discussão internacional.
Pode aumentar a taxa de aposentadoria, aumentar a contribuição, desvincular salário mínimo.
Tem um número grande de parâmetros que podem ser ajustados” , declarou.
Segundo o economista, que integrou a equipe de Paulo Guedes no governo de Jair Bolsonaro (PL), se não houver uma reforma da Previdência, “o deficit vai subir e a escolha vai ser tomada da pior forma possível, que são os mais pobres pagando pelo deficit da Previdência, como acontece hoje” .
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