“Mix” entre servidores públicos e terceirizados é defendido por Eduardo Velloso na saúde
O candidato ao Senado Eduardo Velloso (Solidariedade) defendeu, durante a sabatina do ac24hora s nesta segunda-feira (31), um modelo misto de gestão na saúde pública, com a combinação de servidores efetivos e serviços terceirizados ou complementares. A proposta foi apresentada durante discussão sobre o plano de governo do candidato ao governo Tião Bocalom, do qual Velloso afirmou ter participado da elaboração.
Questionado se era contra a terceirização da saúde pública, Velloso afirmou que não se posiciona de forma contrária ou favorável ao modelo, mas defendeu a utilização de diferentes formas de contratação para ampliar o atendimento. “Não é que eu seja contra ou a favor. Eu acho que nós temos que ter complementos”, afirmou.
O candidato citou como exemplos serviços de ressonância magnética, cardiologia e oftalmologia que, segundo ele, já funcionam no Acre por meio de complementações. Para Velloso, o modelo pode ser combinado com a manutenção de servidores públicos efetivos. “Eu acredito que dá para fazer um mix, como é feito em alguns estados, principalmente os estados do Sudeste”, declarou.
Ao ser questionado sobre o que considera necessário mudar no modelo atual da saúde acreana, Velloso afirmou que seu principal incômodo é a falta de ampliação da estrutura hospitalar, especialmente de leitos e UTIs. “Me desagrada é que nós não avançamos com mais leitos, com mais UTIs”, afirmou.
Como uma das principais propostas de sua candidatura ao Senado, Velloso disse que pretende atuar junto ao governo estadual para instalar um centro cirúrgico em cada município do Acre. A estrutura, segundo ele, seria acompanhada de seis especialidades consideradas básicas: clínica médica, cirurgia, ginecologia, pediatria, anestesiologia e ortopedia.
“Meu projeto como senador é, junto com o governador Bocalom, colocar um centro cirúrgico em cada município do estado do Acre”, declarou.
O candidato também afirmou que uma parcela das consultas realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) poderia ser evitada caso os municípios tivessem maior estrutura para diagnóstico e atendimento especializado. Segundo Velloso, entre 30% e 40% das consultas clínicas seriam desperdiçadas porque os pacientes precisam passar por uma primeira avaliação antes de serem encaminhados a especialistas ou para exames que poderiam estar disponíveis nas unidades locais.
“Hoje nós temos tecnologia para fazer isso. Pode ser via telefone, tem a telemedicina, tem vários fatores que nós podemos diminuir esse gargalo”, afirmou.
Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.
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