'Isso é crime', diz Sidônio sobre contratação de empresa por Flávio
O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, parece ter sido escalado na campanha petista para bater mais forte em Flávio Bolsonaro.
Afastado temporariamente do Planalto para pilotar o maketing de Lula, o publicitário falou hoje que o senador parece uma "biruta de aeroporto" e criticou a informação divulgada pelo Intercept de que o candidato do PL havia contratado uma empresa americana especializada em manipulação política com inteligência artificial. "Isso é crime", disse ele. Flávio negou irregularidade.
"Isso demonstra, mais uma vez, como é que funciona o candidato Flávio Bolsonaro 'mãos de tesoura'", disse o ministro, que completou: "É esse tipo de candidato que quer falar de democracia aqui no Brasil. E é isso que nós estamos enfrentando".
Sidônio afirmou aos jornalistas que o caso se assemelha às críticas que a campanha tem feito contra o que considera interferência da Meta no processo eleitoral: "Quando a gente fala de interferência da Meta, a gente está falando de interferências também lá fora, que estão pagando e buscando interferir aqui dentro, fazer impulsionamento lá fora".
O ministro concluiu: "Geralmente, esse impulsionamento nós sabemos que é [para] fake news. A compreensão da extrema direita é que a mentira ganha da verdade se ela tiver o maior alcance. E, para isso, eles pagam. Isso aqui é crime. É mais um crime. Aliás, de Flávio Bolsonaro, é quase todo dia e agora já tá virando toda hora um crime que ele comete nesse processo eleitoral".
Mais cedo, na entrevista, o ministro havia afirmado que Flávio age como uma "biruta de aeroporto", mudando de opinião de acordo com o resultado das pesquisas qualitativas. "Ele fica seguindo a quali", disse o ministro, referindo-se à mudança do voto do senador sobre a escala 6x1.
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