Conselho da Paz: Gaza pode 'desaparecer para sempre' se cessar-fogo acabar
O chefe do Conselho da Paz criado por Donald Trump, Nikolay Mladenov, afirmou que a Faixa de Gaza pode desaparecer se continuar na situação que vive hoje.
"Se permitirmos que Gaza continue na situação que está agora, com metade sob controle total de Israel e a outra metade com pessoas apertadas em um pequeno espaço, Gaza vai desaparecer para sempre", afirmou. Mladenov falou sobre o assunto em entrevista ao canal Al Jazeera English.
Ele convidou a comunidade internacional a "focar na situação" e disse que, caso qualquer um dos lados descumpra o acordo em curso, a guerra pode voltar. "Não há alternativa melhor ao plano atual", disse, ao reforçar que "voltar à guerra seria devastador", afirmou, mencionando o risco de um "espiral de violência com consequências graves".
O alerta, segundo ele, vale para as duas partes envolvidas no conflito. A advertência foi "direcionada tanto ao lado palestino quanto ao israelense", declarou à Al Jazeera.
Mladenov afirmou que o Conselho de Paz definiu como será a atuação de uma força internacional de estabilização em Gaza. "Determinamos o mecanismo para mobilizar a Força Internacional de Estabilização (ISF) e seus locais de implantação na Faixa de Gaza", disse à Al Jazeera. Marrocos aceitou participar da missão, mas a Turquia ficou de fora por um veto de Israel.
A proposta citada por Mladenov prevê a criação de um comitê nacional palestino para a administração de Gaza. A ideia é formar uma autoridade tecnocrática e sem ligação com facções para tocar o dia a dia civil do território.
Esse comitê teria como missão manter serviços públicos e coordenar a reconstrução local. Pelo desenho apresentado, a estrutura atuaria de forma independente do Hamas e de outros grupos políticos.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.