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Panetone premium cai no gosto da Classe C e vira aposta da indústria

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Panetone premium cai no gosto da Classe C e vira aposta da indústria

Com o orçamento comprometido por juros altos e um nível de endividamento que atinge 82% das famílias brasileiras , o consumidor alterou a dinâmica de compras para o Natal e a indústria de panetones está de olho no que aconteceu em 2025 para otimizar as vendas em 2026.

No ano passado, a restrição financeira não eliminou o produto da mesa, mas gerou um efeito de compensação: o brasileiro comprou menos panetone em volume, porém pagou mais caro por versões recheadas, transformando o item em um substituto para presentes tradicionais.

Na última temporada, o setor registrou uma retração de 3,4% no volume total de vendas, estacionando na marca de 50 mil toneladas.

Em contrapartida, o faturamento avançou 3,5%, adicionando R$ 45,8 milhões ao mercado e totalizando R$ 1,36 bilhão.

Os dados fazem parte da pesquisa Worldpanel by Numerator, encomendada pela Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) e apresentados no Salão do Panetone 2026 na última quinta-feira (27).

Segundo David Fiss, diretor sênior de novos negócios da Worldpanel, essa disparidade entre queda no volume de vendas e aumento do faturamento é explicada pelo processo de “premiumnização” .

O panetone tradicional de chocolate, antes o motor do setor, encolheu 3,9% em volume, enquanto as versões recheadas ganharam espaço, registrando um ganho de 4,5%.

O preço médio do produto subiu 8,7%, indo a R$ 40,76.

Segundo Fiss, a alta foi impulsionada pela migração do consumidor para os itens trufados e não por um repasse linear da inflação.

Nos custos de produção, a indústria lidou com a disparada do chocolate e a dependência do óleo de palma importado.

Menos volume, maior valor agregado Para proteger as margens, o varejo passou a focar em menor volume e maior valor agregado, afirma Fiss.

As embalagens presenteáveis ganharam protagonismo estratégico e respondem por 33,1% de todo o volume consumido, índice que se manteve estável em relação ao ano anterior.

Fiss aponta que a restrição de renda alterou a frequência nas lojas, e o consumidor reduziu a intensidade de compra, esticando o intervalo de idas ao ponto de venda de cerca de 60 para 63 dias.

A sustentação desse mercado não vem das classes mais altas, mas do estrato médio e do público maduro.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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