Suspeito de matar Charlie Kirk será julgado e pode receber pena de morte
O juiz Tony Graf, do 4º Tribunal Estadual de Utah, nos Estados Unidos, decidiu hoje que Tyler Robinson será submetido a julgamento pela morte do ativista Charlie Kirk. O homem de 23 anos responderá, entre outros crimes, por homicídio qualificado — crime para o qual o estado prevê pena de morte.
Robinson enfrentará sete acusações, entre elas homicídio qualificado por colocar em risco a vida de outras pessoas no local onde o tiro dedicado a Kirk foi disparado. Essa acusação é passível de pena de morte em Utah.
Kirk morreu em 10 de setembro de 2025, com um fuzil, enquanto participava de um debate com estudantes em Utah. A promotoria afirmou que as provas reunidas no caso, incluindo vídeos, roupas e material genético, demonstram a existência de causa provável para que Robinson seja levado a julgamento. O procurador adjunto do condado de Utah, Ryan McBride, argumentou que Robinson criou um "grande risco de morte" para outras pessoas ao atirar contra Charlie Kirk diante de uma multidão de milhares de pessoas na Utah Valley University.
O promotor também citou como exemplo a suposta tentativa de assassinato do presidente Donald Trump em Butler, na Pensilvânia, em 2024. Segundo McBride, o episódio demonstra que uma pessoa que dispara contra um alvo em meio a uma multidão assume o risco de atingir outras pessoas. "Não há apenas bom senso, mas há precedentes recentes", afirmou McBride.
A defesa de Robinson contestou os argumentos apresentados pela promotoria durante a audiência. Os advogados afirmaram que "não havia evidências" de que outras pessoas tenham sido ameaçadas durante o tiroteio. A defesa também questionou a forma como a promotoria apresentou as provas e disse que parte dos argumentos utilizados pela acusação se baseia em especulações.
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