Soja recua 0,51% em Chicago com avanço da colheita nos EUA
O contrato futuro da soja para entrega em novembro encerrou a sessão de quarta-feira (14) com queda de 0,51% na Bolsa de Chicago, cotado a US$ 12,77 por bushel.
O mercado registrou a terceira sessão consecutiva de perdas, pressionado pelo avanço da colheita nos Estados Unidos, pela desvalorização dos derivados e pelo fortalecimento do dólar.
Segundo a Granar, a entrada de novos volumes da safra norte-americana no mercado contribuiu para limitar os preços.
A pressão também atingiu o óleo de soja, cujo contrato para dezembro recuou US$ 21,16, encerrando a sessão a US$ 1.478,39 por tonelada.
De acordo com a Agrinvest, os futuros da oleaginosa acompanharam o movimento negativo dos derivados e a valorização da moeda norte-americana.
O contrato de novembro chegou a registrar perda próxima de 8 centavos de dólar por bushel, enquanto o óleo de soja recuou cerca de 1,5%.
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Pelo lado da oferta, o ritmo dos trabalhos no campo ganhou destaque.
A colheita da soja norte-americana avançou de 25% para 46% da área na última semana, segundo os dados citados pela Agrinvest.
Apesar da aceleração, o índice permaneceu abaixo da média histórica de 50% para o período.
As condições climáticas seguem no radar dos investidores.
Novas chuvas dificultaram o avanço das máquinas em parte do Meio-Oeste dos Estados Unidos, mas a previsão de uma nova janela de tempo mais seco pode favorecer a retomada dos trabalhos e ampliar a oferta disponível nas próximas semanas.
Outro fator de atenção foi a sinalização da EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) sobre a realocação de volumes de biocombustíveis relacionados a pequenas refinarias isentas de determinadas obrigações.
Segundo a Granar, a declaração divulgada pela agência gerou incertezas sobre os efeitos dessa medida no mercado de biocombustíveis e contribuiu para a pressão sobre o óleo de soja, matéria-prima utilizada na produção de biodiesel.
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