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Flávio Bolsonaro usa Comissão de Segurança como vitrine eleitoral, mas faltou a 72% das sessões

Folha de S.Paulo ·
Flávio Bolsonaro usa Comissão de Segurança como vitrine eleitoral, mas faltou a 72% das sessões

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Mesmo em meio aos compromissos da campanha presidencial, o senador Flávio Bolsonaro ( PL -RJ) esteve no Senado em agosto para participar da sessão da Comissão de Segurança Pública da Casa, que ele preside, e cujo papel tem sido usado como vitrine eleitoral, com destaque em sua propaganda veiculada no rádio e na TV .

Na pauta, estavam projetos de endurecimento de crimes e proteção a mulheres, bandeiras eleitorais do candidato .

A cena que deveria ser corriqueira é, no entanto, uma raridade. Entre 11 sessões realizadas pela comissão neste ano, Flávio estava presente em apenas 3 —incluindo a única feita no período eleitoral . Ou seja, ele faltou a 73% das reuniões da comissão pela qual é responsável.

Questionado pela reportagem a respeito das faltas, o senador respondeu, por meio da assessoria, que "o Parlamento tem limites de atuação diante da agenda de Flávio como candidato à Presidência da República".

"Na Comissão de Segurança Pública do Senado, Flávio exerceu um trabalho focado no endurecimento de penas e na atualização da legislação, com o objetivo de promover um cerco aos criminosos e melhorar a segurança da população brasileira. Não por acaso, o senador recebeu o Prêmio de Excelência Parlamentar em 2023, 2024 e 2025, concedido pelo Ranking dos Políticos, que avalia o desempenho parlamentar", diz a nota.

A propaganda exibida no horário eleitoral obrigatório trata das propostas de Flávio para a área da segurança e acena às mulheres, segmento em que o senador enfrenta rejeição . A peça menciona que o candidato chefia a comissão no Senado antes de elencar promessas como a castração química de estupradores.

"Este é o Flávio Bolsonaro, que sempre combateu as facções criminosas e começou cedo", diz a narração que relembra os mandatos do candidato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e enfatiza que ele "defendeu a linha dura no combate ao crime".

O programa também fala da proposta de Flávio para declarar facções criminosas, como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho), como organizações terroristas, a exemplo do que fizeram os Estados Unidos . A Folha já mostrou, porém, que o Senado rejeitou essa equiparação no ano passado em uma votação em que Flávio nem sequer registrou voto favorável .

Ao tratar da atuação de Flávio na segurança pública, a propaganda menciona que ele foi o relator, em 2024, da proposta de acabar com as saídas temporárias de presos para visitar a família e para atividades de convívio social, que foi aprovada e transformada em lei .

Como mostrou a Folha , o candidato do PL chegou ao último ano de mandato sem ter projetos próprios transformados em lei . Apenas duas propostas em que ele foi coautor entraram em vigor, ambas sem relação com o tema segurança.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.

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